Uma tempestedade de areia atingiu o norte da Alemanha e causou um engavetamento de aproximadamente 80 veículos. Muitos carros pegaram fogo, oito pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas.
As fotos e o vídeo, publicados pelo Spiegel Online, sao impressionantes.
Há uma reportagem no UOL também.
sábado, 9 de abril de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
A Revolucao Verde (e Vermelha)
Hallo!
Vou escrever para vocês sobre uma situacao que eu estou tendo o prazer de vivenciar aqui, nao por ideologia, mas pelo fato histórico em si.
Ao final da votacao, ontem, para a escolha do novo Primeiro Ministro de Estado (equivalente a Governador, aí no Brasil) de Baden-Württemberg, no qual resido desde julho do ano passado, todos os meios de comunicacao apontavam uma vitória da coalizao entre Os Verdes, Die Grünen, em alemao, e SPD - Sozialdemokratische Partei Deutshlands ou Partido Social Democrata, contra o partido CDU, Christlisch Demokratishe Union, Uniao Democrática Crista, em português, no poder do Estado desde 1953, ininterruptamente e partido da chanceler Angela Merkel e do atual primeiro ministro do Estado Stefan Mappus, um forte defensor do uso de energia nuclear.
Em números totais no estado, o CDU ainda tem mais votos, 39%, contra 24,2% dos Verdes e 23,1% dos Sociais Democratas. Contudo, com a coalizao vigorando entre os dois partidos, o percentual dos Verdes somado ao do SPD é 47,3%. Como Os Verdes obtiveram mais votos do que o SPD, o primeiro partido tem o direito de indicar o nome para o cargo em Stuttgart, nesse caso, Winfried Kretschmann.
Os Liberais ou FDP, Freie Demokratische Partei, tradicionais aqui, a muito custo conseguiram emplacar 5,3% dos votos e atingiram a representacao parlamentar mínima.
Nao foi surpresa a derrota do CDU, mas sim o crescimento gigante dos Verdes.
Confiram:
Eleicoes de 2006
CDU - 44,2% dos votos e 69 assentos em Stuttgart
SPD - 25,2% e 38 assentos
Grüne - 11,7% e 17 assentos
FDP - 10,7% e 17 assentos
Pouco mais da metade da populacao habilitada a votar em 2006 compareceu às urnas, 53,4%.
Agora, 2011:
CDU - 39% dos votos e 60 assentos na capital - Queda de 5,2 pontos percentuais e perda de 9 lugares em relacao à eleicao de 2006.
Grüne - 24,2% e 36 assentos - Crescimento de 12,5 pontos e mais 19 cadeiras.
SPD - 23,1% e 35 assentos - Queda de 2,1 pontos e menos 3 lugares para o partido.
FDP - 5,3% e 7 assentos - Queda de 5,7 pontos e perda de 8 cadeiras.
Repararam nos números dos Verdes?
Parece que as pessoas que nao votaram nas eleicoes passadas, por algum motivo, estavam descontentes e resolveram mostrar isso nas urnas. Um total de 66,3% foi votar e, segundo a imprensa, a grande maioria destinou o seu voto para Os Verdes.
É a primeira vez na história que Os Verdes vao governar um estado na Alemanha.
Apesar do CDU ser conservador e o estado do sudoeste do país ser igualmente conservador, tanto que por 58 anos o partido governou aqui, parece que alguma coisa se quebrou nesse relacionamento.
Citarei 3 possibilidades que podem ter influenciado a mudanca de atitude da populacao nas urnas, sendo que duas delas estao vinculadas uma à outra.
Stuttgart 21 - Uma nova estacao central de trem na capital do estado, mais moderna e grande parte dela subterrânea, com túneis conectando-a ao aeroporto e linhas expressas ligando à cidade de Ulm.
O projeto faz parte do esquema para modernizar rotas entre Viena, Budapeste e Paris e para introduzir Stuttgart como o "coracao" da Europa. Muitas partes da histórica estacao de trem serao demolidas, 100 hectares de trilhos retirados e as terras vendidas para empresas construirem prédios comerciais e residencias, além da criacao de 4 mil postos de trabalho e atrair investimentos de até 8 bilhoes de euros. Durante a construcao, iniciada no início de 2010, muitas áreas verdes serao invadidas e árvores arrancadas, trajetos ligando um parque ao outro deixarao de existir e lugares "verdes", públicos, deixarao de ser para o uso coletivo para se transformarem em canteiro de obras. No final setembro de 2010 houve uma manifestacao e estima-se que 100.000 pessoas foram às ruas da capital protestar. A polícia revidou com canhoes de água, spray de pimenta e porrada. Além disso, o custo da obra é assombroso, 4,1 bilhoes de euros e os críticos da obra afirmam que pode chegar aos 11 bi. Além disso, a companhia ferroviária Deutsche Bahn se nega a apresentar sua previsao de lucros ao Parlamento, alegando defesa de interesses empresariais. Para completar, há questionamentos quanto ao projeto de arquitetura, o qual é visto como de risco de vida, pois a estacao está sujeita a inundacoes e há a possibilidade de, durante as obras, as camadas de gesso com alto componente de anidro do solo de Stuttgart poderao se inchar de água, formando crateras e, ainda, podendo fazer com que a estacao emerja do solo como um submarino do mar... mas sim, irá melhorar rotas entre cidades, diminuir tempo de viagens, etc.
Energia nuclear - Em setembro de 2010 Angela Merkel anunciou que prolongaria o tempo de vida dos reatores nucleares em 12 anos, contrariando a Lei de Energia Atômica, a qual previa o desligamento gradativo de todas as usinas até 2022, criada pelo SPD e pelos Verdes, em 2002, durante o governo do chanceler Gerhard Schroeder. Tal atitude e a afirmacao de que tal modificacao na lei nao precisava passar por aprovacao da Bundesrat, câmara alta do parlamento, causou revolta nos partidos criadores da lei e em vários governos estaduais, os quais admitiram ir ao Tribunal Constitucional Federal.
A chanceler alema alegou que, postergando o fechamento das usinas, o abastecimento de energia seria o mais eficiente e também ecológico do mundo. Ainda, com a extensao do prazo para o funcionamento, teria como objetivo angariar recursos para a expansao das energias renováveis.
As empresas do ramo de energia atômica ficaram felizes, ao contrário da Federecao de Energia Renovável. Ela alegou que muitos empresários e municípios que investiram grande quantia de dinheiro em fontes limpas confiaram que o governo faria a transicao da energia atômica para a renovável, mas agora estavam se sentindo ameacados.
Se antes disso já havia pressao do povo, organizacoes e políticos, depois ficou pior. Com manifestacoes constantes, milhares de pessoas vao às ruas protestar, invadem ferrovias, bloqueiam ruas e rodovias.
Bom, o terromoto sacudiu o Japao, a tsunami varreu a costa oeste japonesa, os reatores da usina de Fukushima comecaram a derreter e vazar radioatividade e, daí entao, na semana das eleicoes, Merkel resolveu dizer que a Alemanha deveria sair o quanto antes da energia nuclear e suspendeu o programa de "longevidade maior" para as usinas. Soou eleitoreira tal atitude e o povo nao "comprou".
Baden-Württemberg é uma das regioes mais competitivas e avancadas tecnologicamente da Europa e estado é considerado a regiao mais inovativa do continente. A taxa de desemprego é a segunda mais baixa, atrás apenas de Bayern e a renda per capta ultrapassa em quase 30% a média européia.
Matrizes de grandes empresas estao sediadas no estado: Porsche, Daimler AG, Robert Bosche GmbH, Carl Zeis AG e SAP AG. Apesar disso, a economia é dominada por pequenas e médias empresas.
O estado é o segundo em exportacoes, com 16%, entre Nordhein-Westfalen com 16,9% e Bayern com 15,1%.
O povo alemao quer sim modernidade, energia mais barata, viagens de trem mais rápidas e estacoes modernas. O que eles nao querem e vao se fazer ouvir é que para isso, seus parques, suas áreas de lazer e o meio ambiente paguem o preco.
CDU e Angela Merkel têm motivos de sobra para estarem preocupados com essa derrota.
Tschüss!
Vou escrever para vocês sobre uma situacao que eu estou tendo o prazer de vivenciar aqui, nao por ideologia, mas pelo fato histórico em si.
Ao final da votacao, ontem, para a escolha do novo Primeiro Ministro de Estado (equivalente a Governador, aí no Brasil) de Baden-Württemberg, no qual resido desde julho do ano passado, todos os meios de comunicacao apontavam uma vitória da coalizao entre Os Verdes, Die Grünen, em alemao, e SPD - Sozialdemokratische Partei Deutshlands ou Partido Social Democrata, contra o partido CDU, Christlisch Demokratishe Union, Uniao Democrática Crista, em português, no poder do Estado desde 1953, ininterruptamente e partido da chanceler Angela Merkel e do atual primeiro ministro do Estado Stefan Mappus, um forte defensor do uso de energia nuclear.
Em números totais no estado, o CDU ainda tem mais votos, 39%, contra 24,2% dos Verdes e 23,1% dos Sociais Democratas. Contudo, com a coalizao vigorando entre os dois partidos, o percentual dos Verdes somado ao do SPD é 47,3%. Como Os Verdes obtiveram mais votos do que o SPD, o primeiro partido tem o direito de indicar o nome para o cargo em Stuttgart, nesse caso, Winfried Kretschmann.
Os Liberais ou FDP, Freie Demokratische Partei, tradicionais aqui, a muito custo conseguiram emplacar 5,3% dos votos e atingiram a representacao parlamentar mínima.
Nao foi surpresa a derrota do CDU, mas sim o crescimento gigante dos Verdes.
Confiram:
Eleicoes de 2006
CDU - 44,2% dos votos e 69 assentos em Stuttgart
SPD - 25,2% e 38 assentos
Grüne - 11,7% e 17 assentos
FDP - 10,7% e 17 assentos
Pouco mais da metade da populacao habilitada a votar em 2006 compareceu às urnas, 53,4%.
Agora, 2011:
CDU - 39% dos votos e 60 assentos na capital - Queda de 5,2 pontos percentuais e perda de 9 lugares em relacao à eleicao de 2006.
Grüne - 24,2% e 36 assentos - Crescimento de 12,5 pontos e mais 19 cadeiras.
SPD - 23,1% e 35 assentos - Queda de 2,1 pontos e menos 3 lugares para o partido.
FDP - 5,3% e 7 assentos - Queda de 5,7 pontos e perda de 8 cadeiras.
Repararam nos números dos Verdes?
Parece que as pessoas que nao votaram nas eleicoes passadas, por algum motivo, estavam descontentes e resolveram mostrar isso nas urnas. Um total de 66,3% foi votar e, segundo a imprensa, a grande maioria destinou o seu voto para Os Verdes.
É a primeira vez na história que Os Verdes vao governar um estado na Alemanha.
Apesar do CDU ser conservador e o estado do sudoeste do país ser igualmente conservador, tanto que por 58 anos o partido governou aqui, parece que alguma coisa se quebrou nesse relacionamento.
Citarei 3 possibilidades que podem ter influenciado a mudanca de atitude da populacao nas urnas, sendo que duas delas estao vinculadas uma à outra.
Stuttgart 21 - Uma nova estacao central de trem na capital do estado, mais moderna e grande parte dela subterrânea, com túneis conectando-a ao aeroporto e linhas expressas ligando à cidade de Ulm.
O projeto faz parte do esquema para modernizar rotas entre Viena, Budapeste e Paris e para introduzir Stuttgart como o "coracao" da Europa. Muitas partes da histórica estacao de trem serao demolidas, 100 hectares de trilhos retirados e as terras vendidas para empresas construirem prédios comerciais e residencias, além da criacao de 4 mil postos de trabalho e atrair investimentos de até 8 bilhoes de euros. Durante a construcao, iniciada no início de 2010, muitas áreas verdes serao invadidas e árvores arrancadas, trajetos ligando um parque ao outro deixarao de existir e lugares "verdes", públicos, deixarao de ser para o uso coletivo para se transformarem em canteiro de obras. No final setembro de 2010 houve uma manifestacao e estima-se que 100.000 pessoas foram às ruas da capital protestar. A polícia revidou com canhoes de água, spray de pimenta e porrada. Além disso, o custo da obra é assombroso, 4,1 bilhoes de euros e os críticos da obra afirmam que pode chegar aos 11 bi. Além disso, a companhia ferroviária Deutsche Bahn se nega a apresentar sua previsao de lucros ao Parlamento, alegando defesa de interesses empresariais. Para completar, há questionamentos quanto ao projeto de arquitetura, o qual é visto como de risco de vida, pois a estacao está sujeita a inundacoes e há a possibilidade de, durante as obras, as camadas de gesso com alto componente de anidro do solo de Stuttgart poderao se inchar de água, formando crateras e, ainda, podendo fazer com que a estacao emerja do solo como um submarino do mar... mas sim, irá melhorar rotas entre cidades, diminuir tempo de viagens, etc.
Energia nuclear - Em setembro de 2010 Angela Merkel anunciou que prolongaria o tempo de vida dos reatores nucleares em 12 anos, contrariando a Lei de Energia Atômica, a qual previa o desligamento gradativo de todas as usinas até 2022, criada pelo SPD e pelos Verdes, em 2002, durante o governo do chanceler Gerhard Schroeder. Tal atitude e a afirmacao de que tal modificacao na lei nao precisava passar por aprovacao da Bundesrat, câmara alta do parlamento, causou revolta nos partidos criadores da lei e em vários governos estaduais, os quais admitiram ir ao Tribunal Constitucional Federal.
A chanceler alema alegou que, postergando o fechamento das usinas, o abastecimento de energia seria o mais eficiente e também ecológico do mundo. Ainda, com a extensao do prazo para o funcionamento, teria como objetivo angariar recursos para a expansao das energias renováveis.
As empresas do ramo de energia atômica ficaram felizes, ao contrário da Federecao de Energia Renovável. Ela alegou que muitos empresários e municípios que investiram grande quantia de dinheiro em fontes limpas confiaram que o governo faria a transicao da energia atômica para a renovável, mas agora estavam se sentindo ameacados.
Se antes disso já havia pressao do povo, organizacoes e políticos, depois ficou pior. Com manifestacoes constantes, milhares de pessoas vao às ruas protestar, invadem ferrovias, bloqueiam ruas e rodovias.
Bom, o terromoto sacudiu o Japao, a tsunami varreu a costa oeste japonesa, os reatores da usina de Fukushima comecaram a derreter e vazar radioatividade e, daí entao, na semana das eleicoes, Merkel resolveu dizer que a Alemanha deveria sair o quanto antes da energia nuclear e suspendeu o programa de "longevidade maior" para as usinas. Soou eleitoreira tal atitude e o povo nao "comprou".
Baden-Württemberg é uma das regioes mais competitivas e avancadas tecnologicamente da Europa e estado é considerado a regiao mais inovativa do continente. A taxa de desemprego é a segunda mais baixa, atrás apenas de Bayern e a renda per capta ultrapassa em quase 30% a média européia.
Matrizes de grandes empresas estao sediadas no estado: Porsche, Daimler AG, Robert Bosche GmbH, Carl Zeis AG e SAP AG. Apesar disso, a economia é dominada por pequenas e médias empresas.
O estado é o segundo em exportacoes, com 16%, entre Nordhein-Westfalen com 16,9% e Bayern com 15,1%.
O povo alemao quer sim modernidade, energia mais barata, viagens de trem mais rápidas e estacoes modernas. O que eles nao querem e vao se fazer ouvir é que para isso, seus parques, suas áreas de lazer e o meio ambiente paguem o preco.
CDU e Angela Merkel têm motivos de sobra para estarem preocupados com essa derrota.
Tschüss!
terça-feira, 22 de março de 2011
Knut Morreu
Knut ist tot! ou Knut está morto.
É a frase mais escutada e lida na TV, jornais e sites aqui da Alemanha.
Quem foi Knut?
Ora! Knut era o urso polar que nasceu no zoológico de Berlim, em dezembro de 2006, e foi rejeitado pela mae. Ganhou fama mundial quando um grupo de ativistas queria que ele fosse sacrificado, mas um funcionário do zoológico, Thomas Dörflein, foi designado para cuidá-lo e assumiu a "paternidade" do filhote, ficando com ele em tempo integral. Thomas morreu em 2008 de ataque cardiáco.
O urso sempre enfrentou problemas de adaptacao no cativeiro, muito pela rejeicao de sua mae.
No sábado passado o urso foi encontrado boiando, morto, no lago.
Deixo aqui dois links de álbuns de fotos do Spiegel Online, vale a pena ver.
Knut
Knut e Thomas
Tschüss!
É a frase mais escutada e lida na TV, jornais e sites aqui da Alemanha.
Quem foi Knut?
Ora! Knut era o urso polar que nasceu no zoológico de Berlim, em dezembro de 2006, e foi rejeitado pela mae. Ganhou fama mundial quando um grupo de ativistas queria que ele fosse sacrificado, mas um funcionário do zoológico, Thomas Dörflein, foi designado para cuidá-lo e assumiu a "paternidade" do filhote, ficando com ele em tempo integral. Thomas morreu em 2008 de ataque cardiáco.
O urso sempre enfrentou problemas de adaptacao no cativeiro, muito pela rejeicao de sua mae.
No sábado passado o urso foi encontrado boiando, morto, no lago.
Deixo aqui dois links de álbuns de fotos do Spiegel Online, vale a pena ver.
Knut
Knut e Thomas
Tschüss!
quinta-feira, 17 de março de 2011
FC Portugiesen Freiburg e.V.
Hallo!
Na busca pela minha adaptacao ao novo lugar onde estou morando, resolvi sair à procura de alguma coisa para fazer no meu tempo ocioso, ou em parte dele. Nao tenho relacao de amizade com ninguém aqui, nem de perto como eu tinha com muitas pessoas em Porto Alegre. Nao costumo sair para ir a algum bar com amigos, por exemplo, ou nao me reúno com amigos na casa de alguém para fazer churrascos e jogar conversa fora.
Bom, pensei: o que eu gosto de fazer? O que eu posso fazer, que eu goste, e conhecer novas pessoas?
Simples: jogar futebol, claro!
Acontece que aqui em Freiburg nao existe futebol indoor (futebol sete) ou futebol de salao. Aqui só tem futebol "de campo", aquele onde os times jogam com 11 para cada lado, naquele gramado imenso, onde tu corres atrás da bola e parece nao ter fim o campo, só paras quando tropecas na tua própria língua e com as goleiras tao grandes que a gente pensa como é que um centroavante profissional pode perder um gol de dentro da área pequena.
Bom, acessei a internet semana passada para procurar onde eu poderia jogar.Fui no Google e comecei a digitar grupos de palavras como "Amateur + Fußball + Freiburg" e coisas do tipo.
Achei um site que listava todos os clubes amadores de Freiburg, ou pelo menos, os mais conhecidos.
Para a minha grande surpresa e felicidade lá estava o FC Portugiesen Freiburg e.V.
Entrei no site e logo de cara, na página inicial estava lá escrito em bom e claro português Bem vindo à página virtual do Clube Português de Freiburg. Me senti "em casa" pela primeira vez aqui na Alemanha!
Fucando no site percebi que o clube tem três times: o principal, o segundo time e o time dos veteranos. Continuei vasculhando o site e encontrei dois nomes e os respectivos e-mails de contato. Os nomes eram portugueses. Nao tive dúvida e mandei um email em português me apresentando, dizendo o que eu estou fazendo aqui e queria jogar futebol no clube deles. No final do dia recebi uma resposta curta e grossa Olá! Meu telefone é tal. Me telefona e conversamos. Cumprimentos, Paulo.
Como só vi o email tarde, liguei no outro dia, quarta passada. A ligacao estava horrível e além disso eu nao entendi muito o português do Paulo, por causa do sotaque, pois, é claro, ele fala o português de Portugal.
Ele disse que eu poderia ir na sexta às 19:30 no treino para conversarmos, pediu desculpa, pois estava dentro do vestiário e desligou.
Bom, sexta eu nao podia, pois eu trabalho, mas nao tive tempo de dizer a ele. Mandei outro e-mail para ele explicando o motivo de eu nao ir na sexta-feira e dizendo-lhe que eu iria na quarta-feira seguinte (ontem), no mesmo horário.
Muito bem! Ontem, conforme eu escrevi para o Paulo, lá estava eu, parado em frente ao portao azul que dá acesso aos campos de futebol. Sao vários! Lá é a "casa" do time feminino do SC Freiburg, o Schönbergstadion.
Logo o Paulo chegou e veio falar comigo. Fomos caminhando até o restaurante e ele querendo saber como eu, nascido em Lisboa e criado no Brasil tinha tantos sobrenomes alemaes. Ele me contou que em Freiburg há bastantes portugueses e brasileiros. Do lado de fora do restaurante fui apresentado ao técnico do time principal, José Abreu, português também. Logo em seguida o Paulo falou "Bom, é isso aí! Treinas hoje e depois conversamos". E eu pensando "Como assim?? Vou treinar com o time principal?"
Bom, lá fui eu, treinar com o time principal. Logo no vestiário, percebi que a maioria estava vestindo calcas de abrigo e eu fiquei me perguntando se todos eles eram goleiros. Muito ingênuo eu. Quando saímos para o campo que eu me dei conta que, como chovia muito, nao iríamos treinar no campo de grama e sim num campo de terra batida, que, com a chuva, tinha virado lama. Eu com as minhas chuteiras de futebol sete, para grama sintética e vestindo calcao, comecei a rezar, já prevendo o que aconteceria.
No aquecimento fui bem, mas já cansei um pouco. Ah! Vale dizer que a última vez que eu joguei futebol foi em julho do ano passado, futebol de salao, em Camaqua, com os amigos do Martim.
Depois veio um treinamento técnico, de passes curtos. O José Abreu dava as instrucoes em alemao e depois chegava do meu lado e falava em português para mim, sem problemas.
Errei no início, pois nao tinha entendido o movimento de correr. Tínhamos que dar o passe e correr para um ponto marcado no campo e eu nao tinha entendido isso. Depois que eu entendi, foi tudo numa boa, mas já estava ficando cansado, o ar estava faltando já, mas estava legal, bem legal!
Passado esse treino, veio um jogo de 4 contra 4. O time que perdia a bola tinha que se reposicionar rapidamente com todos os jogadores atrás da linha da bola para se defender. Aí foi judiaria! Quase pedi penico! Numa dessas, já sem o controle das minhas próprias pernas, num esforco gigantesco para correr atrás da bola, caí. Deslisei na lama, de peixinho, sabem? Sabe quando o cara está correndo e caindo e nao para? Nao tem como parar... fui correndo e caindo, caindo e correndo até que aterrisei de peito na lama... abri os dois joelhos. Mas nao dá nada, o que vale é a "diversao"!
Bom, como desgraca pouca é bobagem, depois tivemos que fazer testes te corrida, arranque. Nao tinha mais fôlego e nao forcei para nao passar mal ou algo do tipo. Meus joelhos estavam machucados e doendo e o ar tinha ido embora.
Ainda, depois da corrida, em grupos de três, um lancava a bola na lateral do campo e os outros dois corriam para a área e invertiam de posicao, um correndo para a primeira trave e outro para a segunda. O maluco da ponta cruzava para um dos dois na área e o cara tinha que finalizar a gol. Na primeira bola que veio para mim o que eu fiz? Caí de novo! Chuteira de futebol sete, com a sola gasta, jogando na lama, só podia dar nisso. Levantei e continuei.
Por último, treino de finalizacao. Bola parada e bomba no goleiro.
Primeira série: de onze chutes, vazamos o goleiro três vezes e eu nao marquei.
Segunda série: de onze tentivas, fizemos quatro gols. Eu nao marquei de novo e o técnico disse que era a última tentativa e que queria ver onze gols.
Legal!
Terceira e última série: dez tentativas e dez gols. Eu era o último a chutar. E a responsabilidade?
Chutei... a bola bateu na trave esquerda, correu atrás do goleiro, bateu na direita e....
GOL! ou melhor: drin, drin, drin, driiiiiiin!!!! TOR!
E aí acabou o treino.
Irei treinar todas as quartas até o meio de abril e depois disso às quartas e sextas. Se vou continuar no time principal, nao sei. Até acho que nao, pelo menos nao agora, pois a diferenca de preparo físico deles é gigante se comparado comigo. O time principal está em segundo lugar na classificacao do campeonato da regiao.
Bom, deixo aqui uma foto minha, tirada ontem, de como eu cheguei em casa após o meu primeiro treino.
PS. Nao pareco um guri de 10 anos voltando do futebol do colégio?
Na busca pela minha adaptacao ao novo lugar onde estou morando, resolvi sair à procura de alguma coisa para fazer no meu tempo ocioso, ou em parte dele. Nao tenho relacao de amizade com ninguém aqui, nem de perto como eu tinha com muitas pessoas em Porto Alegre. Nao costumo sair para ir a algum bar com amigos, por exemplo, ou nao me reúno com amigos na casa de alguém para fazer churrascos e jogar conversa fora.
Bom, pensei: o que eu gosto de fazer? O que eu posso fazer, que eu goste, e conhecer novas pessoas?
Simples: jogar futebol, claro!
Acontece que aqui em Freiburg nao existe futebol indoor (futebol sete) ou futebol de salao. Aqui só tem futebol "de campo", aquele onde os times jogam com 11 para cada lado, naquele gramado imenso, onde tu corres atrás da bola e parece nao ter fim o campo, só paras quando tropecas na tua própria língua e com as goleiras tao grandes que a gente pensa como é que um centroavante profissional pode perder um gol de dentro da área pequena.
Bom, acessei a internet semana passada para procurar onde eu poderia jogar.Fui no Google e comecei a digitar grupos de palavras como "Amateur + Fußball + Freiburg" e coisas do tipo.
Achei um site que listava todos os clubes amadores de Freiburg, ou pelo menos, os mais conhecidos.
Para a minha grande surpresa e felicidade lá estava o FC Portugiesen Freiburg e.V.
Entrei no site e logo de cara, na página inicial estava lá escrito em bom e claro português Bem vindo à página virtual do Clube Português de Freiburg. Me senti "em casa" pela primeira vez aqui na Alemanha!
Fucando no site percebi que o clube tem três times: o principal, o segundo time e o time dos veteranos. Continuei vasculhando o site e encontrei dois nomes e os respectivos e-mails de contato. Os nomes eram portugueses. Nao tive dúvida e mandei um email em português me apresentando, dizendo o que eu estou fazendo aqui e queria jogar futebol no clube deles. No final do dia recebi uma resposta curta e grossa Olá! Meu telefone é tal. Me telefona e conversamos. Cumprimentos, Paulo.
Como só vi o email tarde, liguei no outro dia, quarta passada. A ligacao estava horrível e além disso eu nao entendi muito o português do Paulo, por causa do sotaque, pois, é claro, ele fala o português de Portugal.
Ele disse que eu poderia ir na sexta às 19:30 no treino para conversarmos, pediu desculpa, pois estava dentro do vestiário e desligou.
Bom, sexta eu nao podia, pois eu trabalho, mas nao tive tempo de dizer a ele. Mandei outro e-mail para ele explicando o motivo de eu nao ir na sexta-feira e dizendo-lhe que eu iria na quarta-feira seguinte (ontem), no mesmo horário.
Muito bem! Ontem, conforme eu escrevi para o Paulo, lá estava eu, parado em frente ao portao azul que dá acesso aos campos de futebol. Sao vários! Lá é a "casa" do time feminino do SC Freiburg, o Schönbergstadion.
Logo o Paulo chegou e veio falar comigo. Fomos caminhando até o restaurante e ele querendo saber como eu, nascido em Lisboa e criado no Brasil tinha tantos sobrenomes alemaes. Ele me contou que em Freiburg há bastantes portugueses e brasileiros. Do lado de fora do restaurante fui apresentado ao técnico do time principal, José Abreu, português também. Logo em seguida o Paulo falou "Bom, é isso aí! Treinas hoje e depois conversamos". E eu pensando "Como assim?? Vou treinar com o time principal?"
Bom, lá fui eu, treinar com o time principal. Logo no vestiário, percebi que a maioria estava vestindo calcas de abrigo e eu fiquei me perguntando se todos eles eram goleiros. Muito ingênuo eu. Quando saímos para o campo que eu me dei conta que, como chovia muito, nao iríamos treinar no campo de grama e sim num campo de terra batida, que, com a chuva, tinha virado lama. Eu com as minhas chuteiras de futebol sete, para grama sintética e vestindo calcao, comecei a rezar, já prevendo o que aconteceria.
No aquecimento fui bem, mas já cansei um pouco. Ah! Vale dizer que a última vez que eu joguei futebol foi em julho do ano passado, futebol de salao, em Camaqua, com os amigos do Martim.
Depois veio um treinamento técnico, de passes curtos. O José Abreu dava as instrucoes em alemao e depois chegava do meu lado e falava em português para mim, sem problemas.
Errei no início, pois nao tinha entendido o movimento de correr. Tínhamos que dar o passe e correr para um ponto marcado no campo e eu nao tinha entendido isso. Depois que eu entendi, foi tudo numa boa, mas já estava ficando cansado, o ar estava faltando já, mas estava legal, bem legal!
Passado esse treino, veio um jogo de 4 contra 4. O time que perdia a bola tinha que se reposicionar rapidamente com todos os jogadores atrás da linha da bola para se defender. Aí foi judiaria! Quase pedi penico! Numa dessas, já sem o controle das minhas próprias pernas, num esforco gigantesco para correr atrás da bola, caí. Deslisei na lama, de peixinho, sabem? Sabe quando o cara está correndo e caindo e nao para? Nao tem como parar... fui correndo e caindo, caindo e correndo até que aterrisei de peito na lama... abri os dois joelhos. Mas nao dá nada, o que vale é a "diversao"!
Bom, como desgraca pouca é bobagem, depois tivemos que fazer testes te corrida, arranque. Nao tinha mais fôlego e nao forcei para nao passar mal ou algo do tipo. Meus joelhos estavam machucados e doendo e o ar tinha ido embora.
Ainda, depois da corrida, em grupos de três, um lancava a bola na lateral do campo e os outros dois corriam para a área e invertiam de posicao, um correndo para a primeira trave e outro para a segunda. O maluco da ponta cruzava para um dos dois na área e o cara tinha que finalizar a gol. Na primeira bola que veio para mim o que eu fiz? Caí de novo! Chuteira de futebol sete, com a sola gasta, jogando na lama, só podia dar nisso. Levantei e continuei.
Por último, treino de finalizacao. Bola parada e bomba no goleiro.
Primeira série: de onze chutes, vazamos o goleiro três vezes e eu nao marquei.
Segunda série: de onze tentivas, fizemos quatro gols. Eu nao marquei de novo e o técnico disse que era a última tentativa e que queria ver onze gols.
Legal!
Terceira e última série: dez tentativas e dez gols. Eu era o último a chutar. E a responsabilidade?
Chutei... a bola bateu na trave esquerda, correu atrás do goleiro, bateu na direita e....
GOL! ou melhor: drin, drin, drin, driiiiiiin!!!! TOR!
E aí acabou o treino.
Irei treinar todas as quartas até o meio de abril e depois disso às quartas e sextas. Se vou continuar no time principal, nao sei. Até acho que nao, pelo menos nao agora, pois a diferenca de preparo físico deles é gigante se comparado comigo. O time principal está em segundo lugar na classificacao do campeonato da regiao.
Bom, deixo aqui uma foto minha, tirada ontem, de como eu cheguei em casa após o meu primeiro treino.
PS. Nao pareco um guri de 10 anos voltando do futebol do colégio?
quinta-feira, 10 de março de 2011
Música nas Escolas
Olá!
Foi com muita satisfacao que eu recebi um link de uma matéria (abaixo) do jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, a qual traz a informacao de que a Lei de Diretrizes e Bases na Educacao foi alterada*, tornando o ensino de música obrigatório (tinha sido retirado do currículo escolar nos anos 70) na formacao fundamental e média dos alunos a partir desse ano. Me alegrei mais ainda, pela reportagem trazer minha tia, Katia Renner, Mestre em educacao e licenciatura em Música, como entrevistada.
No meu 1° grau, no Colégio Joao XXIII, na Orfanatrófio, no Alto Teresópolis, estudei música, matéria obrigatória, acredito eu por opcao da instituicao de ensino. Tínhamos "música", estudo teórico do objeto, e "flauta", quando tínhamos a possibilidade de praticarmos o que aprendíamos na teoria. Quem sabe aí foi a porta de entrada para a minha paixao pela música hoje, independentemente do estilo de música que eu escute, pois naquela época eu nao tocava Iron Maiden na flauta. Aliás, nao os conhecia ainda. Lembro de tocar Milton Nascimento, "Coracao de Estudante", e Geraldo Vandré "Pra Nao Dizer que Nao Falei das Flores", por exemplo, bem diferente do que eu costumo ouvir hoje no meu computador, o que nao faz delas belas músicas. Quantos piás de 10 ou 12 anos de idade, hoje, conhecem essas músicas e sabem de suas histórias? Nao entendo o motivo de terem tornado facultativo o ensino da música aos estudantes em nossas escolas! Aliás, entendo sim, mas nao os discutirei aqui.
Hmmmm.... anos 70, ditadura, governo militar, repressao, censura... ok! Eu disse que nao discutiria aqui sobre isso. :))
Estou escrevendo, agora publicamente, para saudar essa alteracao na Lei e para dizer que eu realmente acredito que a música contribui para a formacao de pessoas mais inteligentes, sensíveis e tolerantes e que através do conhecimento teórico e técnico as pessoas tornam-se melhores, mais completas, seja no aprendizado de um instrumento, nos exercícios de respiracao para uma aula de canto, ou na leitura de uma "simples" tablatura de violao ou uma pauta para tocar "A Barquinha Ligeirinha" na flauta doce, conforme escrevi, ontem, para minha tia, em um email de congratulacoes pelo seu esforco em manter uma escola de música e dedicao à mesma e agora, pelo reconhecimento do governo de que a música é sim, fundamental para o ensino e formacao das criancas brasileiras.
Educacao é tudo, e a música contribui, com certeza, para termos uma educacao mais completa e um país melhor.
* A Lei foi sancionada em 18 de agosto de 2008 e deu três anos para as escolas adaptarem seus currículos
ANO 116 Nº 158 - PORTO ALEGRE, SEGUNDA-FEIRA, 7 DE MARÇO DE 2011
A Educação Básica no país passa a ser orquestrada por um novo ritmo, a partir deste ano. As alterações na Lei de Diretrizes e Bases da Educação tornaram obrigatório o Ensino de Música nessa fase escolar. A medida foi festejada pela mestre em Educação pela Ufrgs, com licenciatura em Música, Katia Renner. De acordo com a especialista, a música, além de ser excelente instrumento pedagógico que pode ser aplicado em todas áreas, promove a integração e rompe barreiras com diferentes pessoas. "Acredito que é um grande recurso de aprendizagem e desenvolvimento humano que não deveria ter sido retirado do currículo escolar", defendeu. Katia salientou que a Música articula muitos canais e promove diversas conexões, sendo um importante estímulo à inteligência.
Para ser desenvolvida, uma canção precisa do corpo e da mente do sujeito, explicou a docente, que coordena uma escola de Música na zona Sul da Capital. A instituição está se preparando para a capacitação de professores para a nova modalidade nas instituições de Ensino da rede pública. Katia ressaltou que a ideia é que os professores recebam uma formação e depois sejam multiplicadores desse conhecimento em suas escolas. "A música abarca o ser humano de forma integral - envolve percepção corporal, psicomotricidade, sensibilidade, criatividade, autoestima, entre outras habilidades", definiu. Ela também apontou o trabalho que vinha sendo desenvolvido nessa área junto à professora Esther Beyer, que faleceu no ano passado. Mestre em Educação pela Ufrgs e doutora em Psicologia da Educação pela Universidade de Hamburgo (Alemanha), Esther realizou uma ampla pesquisa sobre o desenvolvimento musical. Através de sua coordenação resultou o livro "Pedagogia da Música: Experiências de Apreciação Musical", publicado pela Editora Mediação. A obra visa auxiliar trabalhos pedagógicos em instituições de Ensino, destacou Katia, ao citar que também integrou esse projeto.
Outras informações e contato pelo e-mail katia.renner@terra.com.br
Foi com muita satisfacao que eu recebi um link de uma matéria (abaixo) do jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, a qual traz a informacao de que a Lei de Diretrizes e Bases na Educacao foi alterada*, tornando o ensino de música obrigatório (tinha sido retirado do currículo escolar nos anos 70) na formacao fundamental e média dos alunos a partir desse ano. Me alegrei mais ainda, pela reportagem trazer minha tia, Katia Renner, Mestre em educacao e licenciatura em Música, como entrevistada.
No meu 1° grau, no Colégio Joao XXIII, na Orfanatrófio, no Alto Teresópolis, estudei música, matéria obrigatória, acredito eu por opcao da instituicao de ensino. Tínhamos "música", estudo teórico do objeto, e "flauta", quando tínhamos a possibilidade de praticarmos o que aprendíamos na teoria. Quem sabe aí foi a porta de entrada para a minha paixao pela música hoje, independentemente do estilo de música que eu escute, pois naquela época eu nao tocava Iron Maiden na flauta. Aliás, nao os conhecia ainda. Lembro de tocar Milton Nascimento, "Coracao de Estudante", e Geraldo Vandré "Pra Nao Dizer que Nao Falei das Flores", por exemplo, bem diferente do que eu costumo ouvir hoje no meu computador, o que nao faz delas belas músicas. Quantos piás de 10 ou 12 anos de idade, hoje, conhecem essas músicas e sabem de suas histórias? Nao entendo o motivo de terem tornado facultativo o ensino da música aos estudantes em nossas escolas! Aliás, entendo sim, mas nao os discutirei aqui.
Hmmmm.... anos 70, ditadura, governo militar, repressao, censura... ok! Eu disse que nao discutiria aqui sobre isso. :))
Estou escrevendo, agora publicamente, para saudar essa alteracao na Lei e para dizer que eu realmente acredito que a música contribui para a formacao de pessoas mais inteligentes, sensíveis e tolerantes e que através do conhecimento teórico e técnico as pessoas tornam-se melhores, mais completas, seja no aprendizado de um instrumento, nos exercícios de respiracao para uma aula de canto, ou na leitura de uma "simples" tablatura de violao ou uma pauta para tocar "A Barquinha Ligeirinha" na flauta doce, conforme escrevi, ontem, para minha tia, em um email de congratulacoes pelo seu esforco em manter uma escola de música e dedicao à mesma e agora, pelo reconhecimento do governo de que a música é sim, fundamental para o ensino e formacao das criancas brasileiras.
Educacao é tudo, e a música contribui, com certeza, para termos uma educacao mais completa e um país melhor.
* A Lei foi sancionada em 18 de agosto de 2008 e deu três anos para as escolas adaptarem seus currículos
ANO 116 Nº 158 - PORTO ALEGRE, SEGUNDA-FEIRA, 7 DE MARÇO DE 2011
O currículo já tem Música
Ensino de Música nas escolas é obrigatório a partir deste ano na Educação Básica em todo o país
Além de eficiente instrumento pedagógico, a Música promove a integração Crédito: DIVULGAÇÃO / CP |
A Educação Básica no país passa a ser orquestrada por um novo ritmo, a partir deste ano. As alterações na Lei de Diretrizes e Bases da Educação tornaram obrigatório o Ensino de Música nessa fase escolar. A medida foi festejada pela mestre em Educação pela Ufrgs, com licenciatura em Música, Katia Renner. De acordo com a especialista, a música, além de ser excelente instrumento pedagógico que pode ser aplicado em todas áreas, promove a integração e rompe barreiras com diferentes pessoas. "Acredito que é um grande recurso de aprendizagem e desenvolvimento humano que não deveria ter sido retirado do currículo escolar", defendeu. Katia salientou que a Música articula muitos canais e promove diversas conexões, sendo um importante estímulo à inteligência.
Para ser desenvolvida, uma canção precisa do corpo e da mente do sujeito, explicou a docente, que coordena uma escola de Música na zona Sul da Capital. A instituição está se preparando para a capacitação de professores para a nova modalidade nas instituições de Ensino da rede pública. Katia ressaltou que a ideia é que os professores recebam uma formação e depois sejam multiplicadores desse conhecimento em suas escolas. "A música abarca o ser humano de forma integral - envolve percepção corporal, psicomotricidade, sensibilidade, criatividade, autoestima, entre outras habilidades", definiu. Ela também apontou o trabalho que vinha sendo desenvolvido nessa área junto à professora Esther Beyer, que faleceu no ano passado. Mestre em Educação pela Ufrgs e doutora em Psicologia da Educação pela Universidade de Hamburgo (Alemanha), Esther realizou uma ampla pesquisa sobre o desenvolvimento musical. Através de sua coordenação resultou o livro "Pedagogia da Música: Experiências de Apreciação Musical", publicado pela Editora Mediação. A obra visa auxiliar trabalhos pedagógicos em instituições de Ensino, destacou Katia, ao citar que também integrou esse projeto.
Outras informações e contato pelo e-mail katia.renner@terra.com.br
terça-feira, 8 de março de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Meus Mapas
Oi!
Para os curiosos, adicionei mais uma lista aí do lado direito da página, chamada "Meine Karten".
Esta lista tem os mapas com os percursos que os trens vizeram, saindo de Freiburg, até Basel e Berlin, passando por todas as paradas (cidades) que o trem fez "escala". Conforme eu for visitando mais cidades, viajando de trem, vou adicionando os mapas.
Tschüss!
Para os curiosos, adicionei mais uma lista aí do lado direito da página, chamada "Meine Karten".
Esta lista tem os mapas com os percursos que os trens vizeram, saindo de Freiburg, até Basel e Berlin, passando por todas as paradas (cidades) que o trem fez "escala". Conforme eu for visitando mais cidades, viajando de trem, vou adicionando os mapas.
Tschüss!
Basel
Aproveitamos o feriado regional (somente em Baden Württemberg e Bayern) dos Três Reis, no dia 6 de janeiro, para irmos conhecer Basel, na Suica, de trem. Nosso destino é distante menos de 60km de Freiburg. O comboio saiu pontualmente às 9:15. Viagem bem tranquila, mas com muitas paradas no caminho, mostradas no mapa mais abaxo. Desembarcamos na Badischer Bahnhof às 10:11, na Pequena Basel. Tínhamos a opcao de pegarmos um trem mais rápido, que faria o mesmo percurso em pouco mais de meia hora, com menos paradas, mas optamos pelo trem mais devagar (e mais barato). Compramos um mapa da cidade numa revistaria, ainda dentro da estacao e quando saímos para a rua chovia, como a previsao nos mostrára no dia anterior. Sem problemas! Olhamos o mapa, achamos o Centro de Basel e nos tocamos, a pé, para lá.
Os Celtas se estabeleceram na regiao onde hoje é Basel em 500 a.C.
A Jóia do Rio Reno, como Basel também é conhecida, é considerada o capital cultural da Suica, pois possui muitos museus (por volta de 40), teatros, galerias de arte, muitos eventos musicais (de música Clássica ao Heavy Metal) e por sua arquitetura. A indústria química/farmacêutica é muito forte na regiao e o zoológico da cidade é o que abriga a maior quantidade de espécies raras do mundo, além de ser a segunda atracao turística paga mais visitada no país (nao sei qual é a primeira).
A cidade é pequena, com apenas 190 mil habitantes, a terceira em populacao no país.
O Rio Reno corta a cidade em duas. A menor parte é chamada de Pequena Basel (Kleinbasel) e, a maior, logicamente, chamada de Grande Basel (Grossbasel). Como desembarcamos na menor parte da cidade, seguimos o mapa até acharmos a ponte Mittlere Rheinbrücke para cruzarmos para o outro lado.
Atravessando a ponte, podemos ver o Reno, muito bonito e de água bem clara, podemos ver outras duas pontes também, a Johanniterbrücke à direita e à esquerda a Wettsteinbrück. Na nossa frente, a Grande Basel, em um nível mais alto do que a parte menor da cidade e, surgindo entre as casas na beira do rio, as duas torres da Catedral (Münster) e o seu teto colorido, na parte mais alta da cidade.
Chegamos ao outro lado e logo estávamos na Freie Straße, onde estao localizadas a Rote Rathaus ou, a Prefeitura Vermelha de Basel, e a Marktplatz, a feira, onde os agricultores da regiao vendem os seus produtos pela manha. O prédio tem uma torre mais alta que a outra, janelas retangulares e pequenas, bem estreitas, muitas pinturas na fachada, brasoes, três esculturas de figuras humanas acima de um relógio e, mais no alto outra escultura de um homem segurando uma bandeira com o brasao da cidade. Tiramos umas fotos e decidimos entrar para conhecermos melhor. Havia uma área grande, aberta, onde podíamos circular, sem entrarmos no prédio. Subimos escadas, vimos mais pinturas pelas paredes, estátuas e jardins. Saímos e seguimos para a Münsterplatz, para vermos mais de perto a Catedral.
Comecamos a subir pelas ruelas estreitas e molhadas até a chegarmos em frete à igreja. Uma das torres em restauracao, claro, só para estragar as fotos, mas é assim mesmo. Prédios seculares precisam ser preservados. A Münster comecou a ser construída em 1019 e as obras foram concluídas em 1500. Estilo Românico e Gótico, o prédio abriga o túmulo de Erasmus de Roterda. Atrás da igreja há um terraco com vista para o rio Reno e para a Pequena Basel. Linda a vista. Após conhecermos o interior da catedral voltamos ao centro de Basel para comermos alguma coisa.
Entramos num Mc Donald's para nao perdermos muito tempo, mas o preco era um absurdo. Saímos e procuramos outra coisa para comer. "Morremos" num restaurante turco, menos caro mas rápido também. Após comermos tínhamos que decidir em qual museu iríamos. Bom, uma vez que estávamos lá para conhercer a cidade, nada mais lógico do que irmos visitar o museu que conta a história de Basel. Por sorte minha o museu era próximo da onde estávamos, uma vez que eu nao estava me sentindo bem (a Yufka do turco me estragou!). Entramos no museu e corri logo para o banheiro para me aliviar. O assento da privada era auto-limpante. Quando abri a tampa da privada, veio uma "maozinha" de plástico com desinfetante que se encaixou no assento e o mesmo comecou a girar. Eu ali, em pé, vendo aquela "maravilha de outro mundo", com as pernas comprimidas uma contra a outra, dando pulinhos e falando com o objeto "Vai logo! Limpa logo! Deu, deu deu! Está bom assim!". Depois do suador que enfreitei dentro do toilette, pois me tranquei na "casinha" vestindo sobretudo e chapéu e mais a calefacao do ambiente, saí de lá novo e bem disposto para conhecer a história da cidade.
Passamos mais de duas horas vendo objetos antigos, tesouros recuperados da Münster, tentando ler e entender a história das Guildas (associacoes profissionais surgidas na Idade Média) e seus Mestres, o desenvolvimento da cidade com as grandes indústrias químicas. Vimos também objetos de guerra, armas, lancas, escudos, armaduras, brasoes e as histórias das batalhas. Assistimos um filme e vimos as pinturas do muro que retrata a Danca da Morte, pintado em 1440, após uma epidemia em Basel. A pintura retrata a morte, em forma de um esqueleto, dancando com um rei, uma rainha, uma mulher bonita, um homem comum, um burguês, um camponês, uma crianca, um bispo... ou seja, a morte danca com todas as pessoas, nao interessa se elas sao ricas, pobres, nobres, da igreja ou da realeza, homens, mulheres ou criancas. A morte chega para todos e ninguém escapa. Esse mural foi destruído no início do século XIX.
Saímos do museu e cruzamos a ponte Wettseinbrücke de volta para a Pequena Basel para pegarmos o barco que atravessa o Reno para, novamente, irmos para a Grande Basel. O barco é preso a um cabo que vai de uma margem à outra e é levado apenas pela correnteza, muito forte, do rio. A travessia é rápida, mas muito legal. Descemos no pé da Catedral, junto ao rio, e subimos as escadas até o topo do morro onde está a igreja.
Ainda tínhamos Francos Suicos para gastar, pois perderíamos dinheiro no câmbio se trocássemos de novo para Euros. Decidimos ir a um supermercado para ver o que o mesmo nos oferecia em termos de chocolate. Fizemos a festa!
Uma das coisas que mais me chamou a atencao na cidade, foi que há poquíssimas sinaleiras. Mesmo em grandes cruzamentos de grandes avenidas. Os pedestres usam as faixas de seguranca e os canteiros entre as pistas e os motoristas o bom senso de parar quando há alguém atravessando e nada mais. Algumas vezes eu tinha medo de atravessar pois eu nao sabia mesmo se os carros parariam ou nao. Achei um pouco confuso, fiquei inseguro para cruzar as ruas.
Voltamos para a estacao caminhando na fina chuva e curtindo a cidade. A visita foi rápida, nao conhecemos tudo, claro, impossível em apenas um dia. O meu consolo é que se tropecarmos em Freiburg, caímos em Basel, logo, teremos outras oportunidades de voltarmos lá.
As fotos estao aqui ou no álbum de Basel, aí do lado direito.
Até mais!
Os Celtas se estabeleceram na regiao onde hoje é Basel em 500 a.C.
A Jóia do Rio Reno, como Basel também é conhecida, é considerada o capital cultural da Suica, pois possui muitos museus (por volta de 40), teatros, galerias de arte, muitos eventos musicais (de música Clássica ao Heavy Metal) e por sua arquitetura. A indústria química/farmacêutica é muito forte na regiao e o zoológico da cidade é o que abriga a maior quantidade de espécies raras do mundo, além de ser a segunda atracao turística paga mais visitada no país (nao sei qual é a primeira).
A cidade é pequena, com apenas 190 mil habitantes, a terceira em populacao no país.
O Rio Reno corta a cidade em duas. A menor parte é chamada de Pequena Basel (Kleinbasel) e, a maior, logicamente, chamada de Grande Basel (Grossbasel). Como desembarcamos na menor parte da cidade, seguimos o mapa até acharmos a ponte Mittlere Rheinbrücke para cruzarmos para o outro lado.
Atravessando a ponte, podemos ver o Reno, muito bonito e de água bem clara, podemos ver outras duas pontes também, a Johanniterbrücke à direita e à esquerda a Wettsteinbrück. Na nossa frente, a Grande Basel, em um nível mais alto do que a parte menor da cidade e, surgindo entre as casas na beira do rio, as duas torres da Catedral (Münster) e o seu teto colorido, na parte mais alta da cidade.
Chegamos ao outro lado e logo estávamos na Freie Straße, onde estao localizadas a Rote Rathaus ou, a Prefeitura Vermelha de Basel, e a Marktplatz, a feira, onde os agricultores da regiao vendem os seus produtos pela manha. O prédio tem uma torre mais alta que a outra, janelas retangulares e pequenas, bem estreitas, muitas pinturas na fachada, brasoes, três esculturas de figuras humanas acima de um relógio e, mais no alto outra escultura de um homem segurando uma bandeira com o brasao da cidade. Tiramos umas fotos e decidimos entrar para conhecermos melhor. Havia uma área grande, aberta, onde podíamos circular, sem entrarmos no prédio. Subimos escadas, vimos mais pinturas pelas paredes, estátuas e jardins. Saímos e seguimos para a Münsterplatz, para vermos mais de perto a Catedral.
Comecamos a subir pelas ruelas estreitas e molhadas até a chegarmos em frete à igreja. Uma das torres em restauracao, claro, só para estragar as fotos, mas é assim mesmo. Prédios seculares precisam ser preservados. A Münster comecou a ser construída em 1019 e as obras foram concluídas em 1500. Estilo Românico e Gótico, o prédio abriga o túmulo de Erasmus de Roterda. Atrás da igreja há um terraco com vista para o rio Reno e para a Pequena Basel. Linda a vista. Após conhecermos o interior da catedral voltamos ao centro de Basel para comermos alguma coisa.
Entramos num Mc Donald's para nao perdermos muito tempo, mas o preco era um absurdo. Saímos e procuramos outra coisa para comer. "Morremos" num restaurante turco, menos caro mas rápido também. Após comermos tínhamos que decidir em qual museu iríamos. Bom, uma vez que estávamos lá para conhercer a cidade, nada mais lógico do que irmos visitar o museu que conta a história de Basel. Por sorte minha o museu era próximo da onde estávamos, uma vez que eu nao estava me sentindo bem (a Yufka do turco me estragou!). Entramos no museu e corri logo para o banheiro para me aliviar. O assento da privada era auto-limpante. Quando abri a tampa da privada, veio uma "maozinha" de plástico com desinfetante que se encaixou no assento e o mesmo comecou a girar. Eu ali, em pé, vendo aquela "maravilha de outro mundo", com as pernas comprimidas uma contra a outra, dando pulinhos e falando com o objeto "Vai logo! Limpa logo! Deu, deu deu! Está bom assim!". Depois do suador que enfreitei dentro do toilette, pois me tranquei na "casinha" vestindo sobretudo e chapéu e mais a calefacao do ambiente, saí de lá novo e bem disposto para conhecer a história da cidade.
Passamos mais de duas horas vendo objetos antigos, tesouros recuperados da Münster, tentando ler e entender a história das Guildas (associacoes profissionais surgidas na Idade Média) e seus Mestres, o desenvolvimento da cidade com as grandes indústrias químicas. Vimos também objetos de guerra, armas, lancas, escudos, armaduras, brasoes e as histórias das batalhas. Assistimos um filme e vimos as pinturas do muro que retrata a Danca da Morte, pintado em 1440, após uma epidemia em Basel. A pintura retrata a morte, em forma de um esqueleto, dancando com um rei, uma rainha, uma mulher bonita, um homem comum, um burguês, um camponês, uma crianca, um bispo... ou seja, a morte danca com todas as pessoas, nao interessa se elas sao ricas, pobres, nobres, da igreja ou da realeza, homens, mulheres ou criancas. A morte chega para todos e ninguém escapa. Esse mural foi destruído no início do século XIX.
Saímos do museu e cruzamos a ponte Wettseinbrücke de volta para a Pequena Basel para pegarmos o barco que atravessa o Reno para, novamente, irmos para a Grande Basel. O barco é preso a um cabo que vai de uma margem à outra e é levado apenas pela correnteza, muito forte, do rio. A travessia é rápida, mas muito legal. Descemos no pé da Catedral, junto ao rio, e subimos as escadas até o topo do morro onde está a igreja.
Ainda tínhamos Francos Suicos para gastar, pois perderíamos dinheiro no câmbio se trocássemos de novo para Euros. Decidimos ir a um supermercado para ver o que o mesmo nos oferecia em termos de chocolate. Fizemos a festa!
Uma das coisas que mais me chamou a atencao na cidade, foi que há poquíssimas sinaleiras. Mesmo em grandes cruzamentos de grandes avenidas. Os pedestres usam as faixas de seguranca e os canteiros entre as pistas e os motoristas o bom senso de parar quando há alguém atravessando e nada mais. Algumas vezes eu tinha medo de atravessar pois eu nao sabia mesmo se os carros parariam ou nao. Achei um pouco confuso, fiquei inseguro para cruzar as ruas.
Voltamos para a estacao caminhando na fina chuva e curtindo a cidade. A visita foi rápida, nao conhecemos tudo, claro, impossível em apenas um dia. O meu consolo é que se tropecarmos em Freiburg, caímos em Basel, logo, teremos outras oportunidades de voltarmos lá.
As fotos estao aqui ou no álbum de Basel, aí do lado direito.
Até mais!
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
De Volta à Cidade do Fausto
Olá!
Hoje à tarde voltamos a Staufen.
Levei o Martim para conhecer a Cidade do Fausto.
Fomos presenteados com um dia lindo de sol, como se estivéssemos no verao. Céu claro, bem azul e 16°C.
Pegamos um trem até Bad Krozingen e depois um ônibus até Staufen.
É legal voltarmos aos lugares que já estivmos, pois sempre reparamos em coisas "novas", que das outras vezes nossas mentes nao captaram. Sempre há um ângulo diferente para batermos a "mesma" foto, há outros caminhos ou ruas para percorrer e lugares novos para visitarmos. Até pela questao climática valeu à pena ter voltado. No lugar das videiras carregadas de cachos de uvas e folhas que circundam o castelo, por exemplo, hoje pudemos ver apenas as estacas, os arames e as videiras peladas e secas, mas ainda dando um toque bonito à paisagem local.
Chegamos lá e fomos direto para as ruínas. Na primeira vez que eu fui lá, a bateria da máquina acabou na porta do castelo. Hoje nao. Hoje tiramos muitas fotos lá dentro.
Depois, descemos e fomos ao Innenstadt (centro da cidade) para que eu pudesse mostrar a casa onde viveu Fausto ao Martim.
Lembrei que as casas da cidade estao enfrentando sérios problemas estruturais, estao desmoronando, por conta de uma obra subterrâena da prefeitura. Entao, saí eu para catar as rachaduras nas fachadas das casas para poder mostrar para vocês. Até a casa do Fausto nao foi perdoada... na prefeitura, as rachaduras sao imensas e nao entendo como as pessoas ainda trabalham lá. Ainda, o museu da cidade é dentro da prefeitura, o que, para mim, é uma temeridade. Em muitas rachaduras foi colocado uma espécie de adesivo vermelho, imitando uma bandagem, com a frase "Staufen darf nicht zerbrechen!" ou "Staufen nao pode desmoronar/quebrar!".
As fotos estao no álbum Staufen (Winter 2011) ou aqui
Tschüss!
Hoje à tarde voltamos a Staufen.
Levei o Martim para conhecer a Cidade do Fausto.
Fomos presenteados com um dia lindo de sol, como se estivéssemos no verao. Céu claro, bem azul e 16°C.
Pegamos um trem até Bad Krozingen e depois um ônibus até Staufen.
É legal voltarmos aos lugares que já estivmos, pois sempre reparamos em coisas "novas", que das outras vezes nossas mentes nao captaram. Sempre há um ângulo diferente para batermos a "mesma" foto, há outros caminhos ou ruas para percorrer e lugares novos para visitarmos. Até pela questao climática valeu à pena ter voltado. No lugar das videiras carregadas de cachos de uvas e folhas que circundam o castelo, por exemplo, hoje pudemos ver apenas as estacas, os arames e as videiras peladas e secas, mas ainda dando um toque bonito à paisagem local.
Chegamos lá e fomos direto para as ruínas. Na primeira vez que eu fui lá, a bateria da máquina acabou na porta do castelo. Hoje nao. Hoje tiramos muitas fotos lá dentro.
Depois, descemos e fomos ao Innenstadt (centro da cidade) para que eu pudesse mostrar a casa onde viveu Fausto ao Martim.
Lembrei que as casas da cidade estao enfrentando sérios problemas estruturais, estao desmoronando, por conta de uma obra subterrâena da prefeitura. Entao, saí eu para catar as rachaduras nas fachadas das casas para poder mostrar para vocês. Até a casa do Fausto nao foi perdoada... na prefeitura, as rachaduras sao imensas e nao entendo como as pessoas ainda trabalham lá. Ainda, o museu da cidade é dentro da prefeitura, o que, para mim, é uma temeridade. Em muitas rachaduras foi colocado uma espécie de adesivo vermelho, imitando uma bandagem, com a frase "Staufen darf nicht zerbrechen!" ou "Staufen nao pode desmoronar/quebrar!".
As fotos estao no álbum Staufen (Winter 2011) ou aqui
Tschüss!
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