quinta-feira, 7 de julho de 2011

Viagem a Rodes, Grécia - Parte III

O Colosso de Rodes

Como eu escrevi antes, o famoso Colosso de Rodes está conectado ao cerco feito por Dimitrios, The Besieger, para capturar a cidade. Orgulhosos de sua grande vitória, os Rodianos, com os fundos levantados com a venda do equipamento de guerra deixado para trás por Dimitrios, decidiram erguer uma triunfal estátua de seu grande deus, Helios. O trabalho foi assinado por Chares de Lindos, o qual trabalhou durante 12 anos (304 a 292 a.C.) para erguer o monumento.

Imagem mais frequente representando o Colosso de Rodes
Apesar do fato do Colosso ser considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo, tanto técnica quanto artisticamente, existe uma falta de informacoes vitais referente à localizacao ocupada pela obra e sua forma.
Foi calculado que a estátua teria 31 metros de altura. É dito também que Chares moldou os membros, feito de bronze, vagarosamente, in loco, com enormes montanhas de terra, indo de baixo para cima, como se estivesse construindo uma casa.
De acordo com uma fonte, o Colosso ficava na entrada do porto fazendo com que as embarcacoes passassem entre suas pernas. Hoje em dia, é quase certo afirmar que a estátua ficava em terra firme, e o provável local seria a cerca do templo de Helios, perto do palácio dos Grandes Mestres.
Porém, esta "maravilha" nao permaneceu em pé mais do que 66 anos. Durante um violento terremoto em 266 a.C. o Colosso se quebreu, na altura dos seus joelhos, e desabou. Os Rodianos, temendo uma maldicao, nao o reergueram e no chao permaneceu, um amontoado de escombros, por séculos. Entretanto, em 643 d.C., quando os Árabes de Moab pilharam a cidade, eles venderam os pedacos da estátua aos mercadores Judeus. A tradicao diz que foi necessário 900 camelos para transportar tudo.

A lenda em torno do Colosso estava tao intimamente ligada a Rodes que, por centenas de anos, os Gregos e os povos do Oeste se referiram aos Rodianos como "Os Colossos" ou "Os Colossenses".

terça-feira, 5 de julho de 2011

Viagem a Rodes, Grécia - Parte II

A História de Rodes

Pré-História
A história da Ilha como a da Grécia inteira comeca nas profundezas dos mitos. Durante este período mítico, a ilha foi ocupada pelos Telchines, uma raca estranha e dito ter sido dotada de poderes mágicos. Por muitos, cosiderados demônios, eles tinham uma grande habilidade em trabalhar com o metal. Eles forjaram a Harp", a temida foice-espada de Chronos e o tridente de Poseidon. Também é dito que eles fizeram as primeiras estátuas em bronze dos deuses Olímpicos. Os Telchines foram expulsos de Rodes pelas Helíades, as criancas de Helios e pela ninfa Rhodos. Os primeiros reais habitantes da ilha, talvez, tenham sidos os Carianos, povo da Ásia Menor. Eles foram seguidos pelos Fenícios, que fizeram de Rodes um importante centro comercial.
Quando o povo Minóico, de Creta, estabeleceu uma colônia própria em terras Rodianas, a ilha ganhou dimensao histórica pela primeira vez no leste do mar Egeu. Por muitos séculos os Minóicos viveram em paz, até novos colonizadores ancorarem por lá. Eram os Aqueus Gregos, de Micenas, Tirinto, Argos e Ática. Após eles terem se etabelecidos em sua nova terra, por volta de 1400 a.C., os Aqueus construiram um poderos estado o qual logo se expandiu para a Ásia Menor. Os Aqueus, por sua vez, foram seguidos, alguns séculos depois, pelos Dórios, que invadiram Rodes e desenvolveram as cidades de Kameiros, Ialissos e Lindos, as quais tornaram-se ricas e poderosas.
Os Rodianos, liderados por Tlepolemos, filho de Herácles, lutaram na Guerra de Tróia com nove navios. Seu léder, entretanto, foi morto em batalha aos pés do muro de Tróia, junto com Sarpidon.
De 1000 a.C até 600 a.C as três maiores cidades na ilha, Kameiros, Ialissos, e, principalmente, Lindos, fundaram muitas colônias nas costas da Ásia Menor, Sicília, Franca e Espanha.

Antiguidade Clássica
As três cidades citadas acima mantiveram suas independentes administracoes, primeiramente, mas mais tarde juntaram-se a outras cidades dórias, Kos, Knidos, Helicarnasso, para formar a Hexápole Dórica, uma liga de seis cidades com caráter político e religioso, na qual teve sua capital no santuário de Apollo Triopios, perto de Knidos.
No 5° e 4° século Rodes caiu sobre a influência dos Persas, porém os mesmos deixaram a ilha quando os gregos travaram uma guerra contra eles e sairam vencedores. Rodes, entao, tornou-se parte da Liga de Delos, sobre a lideranca Ateniana. Mais tarde e durante toda a Guerra do Peloponeso, os Rodianos ficaram, às vezes, sob influência Ateniana, às vezes Espartana.
Enquanto a Guerra do Peloponeso ainda estava em progresso, e por razoes de seguranca, os Rodianos decidiram fundar uma nova cidade, e entao, as três maiores cidades da Ilha juntaram forcas para criar uma nova. Assim, pela iniciativa de Dorieas, filho de Diágoras, campeao olímpico de boxe, a nova capital foi estabelecida na ponta nordeste da ilha e nomeada como Rhodes. Sua fundacao foi em 408 a.C., um marco divisório na história da Ilha.

Período Helenista - Os Anos de Prosperidade
A cidade era bonita como a ilha, com alternâncias de influências entre Atenianos e Espartanos, até o papel da Macedônia em assunto gregos virem à tona. Os Rodianos permitiram que os Macedônicos estabelecessem uma tropa na cidade. Mais tarde, durante o Cerco de Tiro, eles ajudaram Alexandre O Grande, a conquistá-la.
Após o fim do império de Alexandre O Grande, Rodes desenvolveu estreitos lacos políticos e comerciais com os Egípcios Ptolomeus. Isso nao agradou Antigonos, Rei da Síria. Essa relacao, significava, para ele, que Rodes se aliaria ao Egito na guerra que ele estava planejando em declarar mais tarde. Assim, no verao de 305 a.C ele enviou seu filho, Dimitrios Poliorkitis, The Besieger, para capturar a cidade.
Apesar da superioridade numérica do Besieger, os Rodianos resitiram por um ano inteiro e forcaram Dimitrios a ir embora com o seu cerco à cidade. O grande general deixou Rodes sob grande vergonha, deixando todo seu armamento de guerra para trás. Os nativos venderam as armas e equipamentos para construir o famoso Colosso, enorme estátua em bronze do deus Hélios, como um símbolo de gratidao aos deuses.
Após a destruicao de Tiro, Rodes chegou ao seu ápice. O fracasso de Poliorkitis para enfraquecer o poder da Ilha marcou o início de uma nova era para Rodes, até que seu comércio e atividades marítimas atingissem picos que nenhuma cidade nunca tinha atingido antes. Foi colocado em prática o "Código Naval Rodiano", um código de lei internacional, considerado um dos mais importantes documento legais no mundo.

O Período Romano
A intervencao de Roma nos assuntos da Grécia e no leste do mar Mediterrâneo tornou-se cada vez mais clara ao fim do 3° século a.C. Os Rodianos dando o seu melhor para beneficiarem-se da sua nova situacao, mantiveram uma postura amigável em relacao aos Romanos. Porém os Romanos estavam muito mais interessados em limitar os poderes de Rodes e declararam a ilha de Delos, como um porto livre. Isto foi um golpe mortal para o comércio de Rodes. Completamente derrotado, a cidade foi forcada a fazer um acordo, o qual a obrigava ter os mesmos amigos e inimigos de Roma, o que trouxe consequências desastrosas para Rodes. O último golpe veio de Cássio. Depois do assassinato de Júlio César, os Rodianos recusaram-se a ajudá-lo contra os seus inimigos. Enfurecido, Cássio caputrou a cidade em 42 a.C. e a destruiu com grande selvageria e tranferiu para Roma mais de 3 mil obras-primas da arte.

Período Bizantino e a Idade Média
Rodes, como o principal elo comercial entre o leste e o oeste, rapidamente respondeu às novas ideias do Cristianismo. A tradicao diz que St. Paul pregou a nova religiao em Lindos, 58 d.C e que muitos converteram-se ao Cristianismo. No primeiro século d.C Rodes já tinha um arcebisbo, Prochoros.
Após a divisao do Império Romano, Rodes veio a ser a capital da Província Bizantina das Ilhas. A cidade, porém, foi uma vítima da inconstância do Império Bizantino e foi sujeita a frequentes invasoes e destruicoes. Por exemplo, em 620 d.C. foi ocupada pelos Persas, sob o comando de Chosroes. Em 651 os Sarracenos apareceram e em 807 a mesma foi saqueada pela frota do Califa Harun al-Rashid.
Rodes foi novamente roubada, desta vez por piratas, no final do século XII quando Alexios I foi imperador de Bizâncio.
No século XI Rodes comecou a ter contato direto, novamente, com o oeste. Em 1082 os Venezianos receberam uma permissao do imperador para estabelecer uma ponto comercial no porto da cidade. Em 1191, Ricardo, o Coracao de Leao da Inglaterra e o Rei Felipe II da Franca, atracaram na cidade com sua frota para alistar mercenários para as Cruzadas (Terceira Cruzada ou Cruzada do Reis, 1189-1192).
Quando os Cruzados ocuparam Constantinópla, em 1204, um proprietário de terras locais, Leon Gavalas, se declarou o governante de Rodes, com o consentimento Veneziano.
Quando o Império Bizantino retomou o controle de Constantinópla, em 1261, Rodes foi formalmente reintegrada a parte do império mais uma vez, mas na realidade ficou em poder dos almirantes genôveses. Em 1306, um desses almirantes, Vignolo Vignoli, vendeu a Ilha junto com outras duas, Kos e Leros, à Ordem dos Cavaleiros de St. John de Jerusalém, a qual tomou o controle completo de Rodes em 1309, após a violenta oposicao dos Rodianos.
Os Cavaleiros permaneceram na Ilha por 213 anos, até 1522, quando o último Grande Mestre foi forcado a entregar a cidade aos turcos do Sultao Solimao.
A ocupacao Turca em Rodes foi, certemente, o período mais sombrio de sua história. A Ilha estava sob jurisdicao  de Kapudan Pasha (Almirante da Frota), enquanto a cidade foi oficializada como a capital de Vilayet (Província) do Egeu e assento do Governador Geral. Os habitantes gregos foram forcados a deixar a cidade murada e estabelecerem-se do lado de fora da mesma, onde formaram novas comunidades chamadas de "Marasia". Apesar disso, os Turcos nao foram competentes para dominar a Ilha e a populacao turca sempre foi menor que a grega. Os Gregos levaram o comércio com suas próprias maos, enviando seus muitos navios mercantes pela Europa. Durante aquele difícil período de ocupacao estrangeira, muitas cidades, principalmente Lindos, foram capazes de prosperar devido ao comércio de alimentos, vestuário, prata, artigos domésticos, e perfumes. Lindos também se desenvolveu como um centro de indústria leve.

Tempos Modernos
Os Turcos permaneceram em Rodes e no resto do Dodecaneso até 1912. Naquele ano os Italianos, com a ajuda do habitantes Gregos da Ilha, foram capazes de capturar Rodes. No início, os Italianos trataram a populacao com compreensao e os Rodianos tinham esperancas de serem unidos à Grécia rapidamente. Mas com o crescimento do facismo na Itália e políticas expansionistas, aos Rodiaos foi negado o direito de autonomia. Isto levou à uma insurreicao de intensa resistência contra o conquistador estrageiro. Após a derrota do Eixo (Segunda Guerra), Rodes como o restante do Dodecaneso, ficou sob administracao Britânica até o dia 7 de Marco de 1948, quando a bandeira da Grécia foi hasteada sobre o Palácio do Governo.

domingo, 3 de julho de 2011

Viagem a Rodes, Grécia - Parte I

Olá!

Já estou de volta das minhas férias. O tempo voou nos oito dias que passamos na ilha de Rodes, mas valeu muito.

Antes de contar sobre a viagem, deixo algumas curiosidades sobre o local.

Rodes, em português, Rhodes, em inglês, Rhodos em alemao, Ῥόδος em grego ou, traduzindo, Ródos ou Rhódos no grego antigo. 

Origem do nome
Há algumas versoes para o nome da Ilha. A primeira, de acordo com Pindar, poeta grego que viveu por volta dos anos 500 a.C, está conectada ao mito que diz que quando Zeus derrotou os Gigantes, tornando-se o mestre da Terra, ele decidiu dividí-la entre os deuses Olímpicos. Durante esta divisao, Helios, o Deus do Sol, nao estava presente e ninguém lembrou de incluí-lo na partilha, deixando o mais puro dos deuses sem uma terra para ele. Quando Helios voltou, reclamou com Zeus sobre a injustica cometida e ele pediu para que o Pai dos deuses lhe prometesse o primeiro pedaco de terra que surgisse. E, realmente, enquanto ele falava, uma linda ilha comecou a emergir das profundezas do mar azul. Era Rodes. Tomado por felicidade, Helios banhou a ilha com sua própria irradiância e fez dela a ilha mais amada do Mar Egeu.

Outro mito abribui a origem de Rodes ao amor de Helios por Rhodos, filha de Poseidon, o Deus do Mar. Quando Helios a viu, ele ficou completamente apaixonado e fez dela sua esposa. Juntos, tiveram uma filha e sete filhos. De acordo com o mito, um dos seus filhos, Kerkafos, teve três criancas, Kameiros, Ialissos e Lindos, os quais construiram as três maiores cidades na ilha.

Mais duas versoes dizem que o nome da ilha vem da palavra "rosa" em grego ou ainda que Rhodos era uma ninfa.

Reconhecimento
Rodes, A Esmeralda do Mediterrâneo ou A Ilha do Sol, como é chamada, por sua beleza natural e seus tesouros arqueológicos, foi proclamada como patrimônio histórico da humanidade, pela UNESCO.

Geografia
A ilha está situada a sudoeste do mar Egeu e é a maior da regiao e capital de um complexo das 12 maiores ilhas, o Dodecaneso, e mais de 160 outras menores.

Rodes tem uma área de 1400 km², extensao de 78km e largura de 38km, entre seus pontos mais distantes. A linha costeira tem 220km dividida entre praias com areia e falésias íngremes. As montanhas mais altas sao Attavyros (1215 m), Akramytis (825 m) e Profitis Ilias (798 m).

Clima
Rodes tem em média 300 dias de sol ao ano. O sol contínuo e o clima moderado fazem da ilha uma terra adequada para o cultivo da viticultura. O seu clima ótimo, o terreno fértil e a sua posicao geográfica sao as principais razaoes que fizeram a ilha ser densamente povoada desde a antiquidade até o presente. Hoje, Rodes tem mais de 110 mil habitantes e recebe por ano mais de 1,25 milhao de turistas.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Colosso de Viagem

Olá!

Viajo amanha para a ilha de Rodes, na Grécia. Consegui uma folga e aproveitarei para mergulhar no Mar Egeu. Vou me empenhar ao máximo para ver se acho a estátua do Colosso de Rodes enterrada em algum morro por lá, ou descubro se ela realmente foi vendida como sucata, após o terromoto que fez com que uma das sete maravilhas do mundo antigo desaparecesse.

Quando voltar, conto mais e publico as fotos.

Até mais!
Tschüss!

domingo, 19 de junho de 2011

Festivais de Música na Alemanha

Hallo!

A primavera está aí, aliás, aqui, quase verao já, e os festivais de música se espalham por todos os cantos da Alemanha (e Europa).

O país tem o maior festival de música europeu, o Bochum Total, na cidade que dá nome ao espetáculo. O evento deverá ter aproximadamente 1 milhao de visitantes durante os quatro dias de shows, entre 21 e 24 de julho. Estilo de música variado, da eletrônica ao heavy metal.

Site: http://www.bochumtotal.de/


O segundo maior festival de música alemao, é o Schlagermove, em Hamburgo, que será realizado nos dias 1° e 2 de julho e que deverá contar com um público em volta de 450 mil pessoas. Schlager é o nome de um tipo de música alema, que surgiu no início do século passado. Na língua germânica, "schlager" pode dar a idéia de algo que vende bem e que muitas pessoas gostam.

Site: http://www.schlagermove.de/


Com uma estimativa de 400 mil visitantes, o festival Das Fest, em Karlsruhe é o terceiro maior da Alemanha.
Estilos rock e pop e DJ's predominam. O evento será realizado nos dias 22, 23 e 24 de julho.

Site: http://www.dasfest.net/


O Rheinkultur é o único, dos grandes festivais na Alemanha, que nao cobra ingresso. É livre! Entrada franca!
Sao esperados 170 mil pessoas na cidade de Bonn, ex capital da Alemanha Ocidental, no dia 2 de julho, para curtir rock, pop, rap, reggae e muitos DJ's.

Site: http://www.rheinkultur.com/


Em 5° lugar vêm os grandes Rock am Ring e Rock am Park. O primeiro é realizado em Nürburg, no autódromo de Nürburing e o segundo em Nürnberg. Entre os dias 3 e 5 de junho as bandas viajaram de uma cidade a outra para tocarem em ambos os eventos, que sao realizados ao mesmo tempo.
Destaque para Cold Play, Kings of  Leon, Social Distortion, Avenged Sevenfold, Beatsteaks, System of a Down, Korn, In Flames, entre outros. Estilos diferente de músicas marcam os eventos, com um público estimado em 140 mil em cada cidade.
Os festivais foram transmitidos pela rádio, TV e live stream na internet.

Sites: http://www.rock-am-ring.com/ e http://www.rock-im-park.com/


Porém, o melhor de todos, para o meu gosto, com certeza é o Wacken Open Air ou apenas W:O:A, o maior festival de heavy metal do mundo. Sucesso ano após ano, os ingressos para a edicao de agosto, entre os dias 4 e 6, esgotaram-se ainda em fevereiro. Nos últimos seis anos o festival teve todos os ingressos vendidos com grande antecedência, sendo que para o festival em 2009 já nao havia mais ingressos em dezembro de 2008. Com o slogan "Louder Than Hell", bandas de peso e uma organizacao e seguranca impecáveis, os organizadores atraem 80 mil pessoas de todos os cantos do planeta para o pacato vilarejo que dá nome ao evento, de pouco menos de 2 mil habitantes, no norte da Alemanha.
Ainda, o festival é o organizador do Metal Battle: competicao em dezenas de países entre bandas nacionais. O vencedor de cada país vai para Wacken. O Metal Battle realizado no Brasil é o maior do mundo. Em 2011 contou com mais de 500 bandas e, até o momento, ainda nao foi definido a banda vencedora.

Destaques desse ano: Avantasia, Blind Guardian, Children of Bodom, Cradle of Filth, Helloween, Iced Earth, Judas Pries, Kreator, Motörhead, Morbid Angel, Ozzy Osbourne, Primal Fear, Rhapsody of Fire, Saltatio Mortis, Sepultura, Subway to Sally, Suicidal Tendencies, entre outros.

Site: http://www.wacken.com/
Site do Metal Battle no Brasil: http://www.metal-battle.com.br/


Para finalizar, nesse final de semana foi realizado o Hurricane e o Southside Festival, em Scheeßel e Neuhausen ob Eck, respectivamente. As bandas se alternaram entre as duas cidades para levar muita música à uma plateia estimada em 60 mil pessoas em cada cidade.

Destaques: Foo Fighters, Incubus, The Chemical Brothers, Sum 41, Sick Puppies, My Chemical Romance e outros.

Sites: http://www.hurricane.de/ e http://www.southside.de/


Acessem as páginas que eu deixei aí, vale a pena. A maioria tem a opcao em inglês.
Procurem pelos links "bands", "programm" ou "spielplan" para verem a programacao completa das bandas.
Ainda, destaco os links de suporte a quem tem interesse de ir a um desses festivais, como mapas, localizacao, como chegar, qual caminho pegar, onde acampar, onde estacionar o carro. Me impressionei com tamanha atencao destacada para esses itens. Os sites do Wacken e Rock am Ring / Park sao realmente muito bons, na minha opiniao.

Espero que gostem!

Tschüss!

sábado, 11 de junho de 2011

Mais do que Futebol

No dia 28 de junho vai comecar a Copa do Mundo de Futebol Feminino aqui na Alemanha.

Algumas jogadoras da selecao nacional alema aceitaram o convite da revista Playboy e mostraram que que têm muito mais do que futebol no pé.

As jogadoras Annika Doppler, Kristina Gessat, Ivana Rudelic, Julia Simic e Selina Wagner mostraram que sao favoritíssimas, senao ao título de campeas mundias, pelo menos ao prêmio de mais belas jogadoras do torneio.

Vou ver se eu descolo um ingresso para ir ver a selecao da Alemanha jogar, dizem que elas jogam muuuuuito! :))

O problema vai ser dar o drible na zagueira aqui em casa...

Bundesliga é o Mais Lucrativo

A Bundesliga foi o campeonato de futebol na Europa mais lucrativo na temporada 2009/2010. Com o lucro de 138 milhoes de euros a liga alema bateu o campenato inglês que alcancou 101 milhoes de euros, além dos campeonatos espanhol, francês e italiano, que ficaram no prejuízo.

O campeonato francês e o italiano apresentaram 102 milhoes de euros de prejuízo, cada. Os clubes espanhóis nao divulgaram os resultados líquidos, mas de acordo com a consultoria Delloite à AFP é provável que tenham ficado negativos.

Os jogos da Bundesliga nao sao televisionados em TV aberta. É preciso adquirir o servico de um provedor de TV a cabo e comprar o pay-per-view para ter acesso aos jogos. Já os jogos da selecao e da copa da Alemanha, há transmissao em rede pública.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A Lista de Schindler

Mietek Pemper, o homem que redigiu a lista de Schindler que evitou a morte de mais 1000 judeus, morreu na terca-feira passada, em Augsburg, aos 91 anos.
Ele só revelou seu passado em 1993, quando o filme foi lancado.
O redator, de família judia, nasceu em Cracóvia, na Polônia. Em 1943 foi feito prisioneiro no campo de trabalho forcado em Plaszow. Foi lá que ele conheceu o empresário Oskar Schindler, a quem forneceu a lista com os nomes dos judeus concentrados no campo. Schindler empregou essas pessoas em suas fábricas, livrando-as da morte.

Tschüss.

terça-feira, 7 de junho de 2011

E. Coli e o Fio de Cabelo

Olá!

Como vocês já devem ter lido ou assistido nos noticiários, a Alemanha está enfrentando um surto da bactéria Escherichia Coli Enterohemorrágica (EHEC), vindo de vegetais crus, especialmente cultivados no norte do país, porém, nao consegue-se precisar de quais alimentos especificamente. O Ministério da Saúde alemao, muito criticado pela demora em encontrar o foco da bactéria, já disse que a mesma vinha do pepino e do tomate, depois da alface agora dizem que vem do broto de feijao. Até agora há casos de mais de 2700 pessoas infectadas com 22 mortes, sendo 21 na Alemanha.

Das 40 amostras vindas das hortas de um distrito da Baixa Saxônia, estado do norte alemao, 23 deram resultado negativo para a contaminacao do EHEC e as demais ainda estao sendo analisadas.

Com a queda do consumo de vegetais, a Comissao Europeia vai solicitar uma ajuda financeira aos produtores agrícolas prejudicados pela crise. Ainda, agricultores da Franca, Bélgica, Holanda e Portugal já pediram ajuda à Comissao, além dos espanhóis, que por conta de uma notícia infeliz, de que os "pepinos espanhóis" eram o foco da transmissao da E.Coli, divulgada pelo governo alemao e desmentidas por testes feitos em laboratórios, pedem uma indenizacao de mais de EUR 225 milhoes, devido aos prejuízos causados a seus produtores.

Daí entao, sábado passado, estava eu num estabelecimento que reúne várias bancas de comidas típicas de outros países, quando percebi que um cliente estava em frente à banca que vende comida chinesa reclamando que havia um cabelo em meio a comida. Sabem qual foi a explicacao da atendente? "Nao senhor, nao é um fio de cabelo, é um 'fiapo' do broto de feijao" (muito usado na culinária chinesa). Só faltou ela dizer "cultivado na Baixa Saxônia!!!!!!".

Moral da história: se encontrares um fio de cabelo em sua comida, nos dias atuais, aqui na Alemanha, nao reclame nem peca explicacoes. A verdade pode ser ainda pior.

Tschüss!
Marcos.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Trem-bala alemão ICE completa 20 anos como atração turística à parte

Leiam a matéria abaixo publica no site da Deutsche Welle Brasil.

Após o texto, meu comentário.

Todos os dias, 210 mil passageiros viajam a bordo do trem de alta velocidade na Alemanha. Para turistas, viajar a 300 km/h sem limite de bagagem virou um grande atrativo.
Entre os viajantes brasileiros, um passeio de trem entre cidades alemãs é quase sempre um ponto obrigatório do roteiro de viagem. Embora nem toda a fama internacional corresponda ao atual panorama – pontualidade, por exemplo –, os trens de alta velocidade alemães, chamados de ICE, também fazem parte dos atrativos turísticos da Alemanha.
Há vinte anos o primeiro trem-bala fazia um percurso sobre trilhos alemães. Era 2 de junho de 1991 quando, às 5h53, o ICE 593 partiu da estação de Hamburgo-Altona rumo a Munique – uma viagem que cruzou o território de norte a sul.
"Naquele dia foi servido espumante, os correios lançaram um selo especial por ocasião do evento e também havia um cartão telefônico comemorativo", lembra o maquinista Harry Pfaffe, que conduziu o trem inaugural. 

Um pouco de história

A Alemanha comemorou o início da circulação do trem-bala como um grande evento. O presidente de então, Richard von Weizsäcker, entregou ao maquinista a chave simbólica do ICE. "Eu não estava nervoso. Já trabalhava há 40 anos no setor", relembra Pfaffe, hoje com 81 anos.
A viagem inaugural correu sem problemas, com paradas em Hannover, Göttingen, Kassel, Fulda, Frankfurt, Mannheim, Stuttgart, Ulm e Augsburg – o trem chegou pontualmente em Munique, às 13h20.
No ano seguinte, os passageiros já podiam viajar de ICE para a Suíça. A oferta dentro da Alemanha foi aumentando aos poucos, e a velocidade também. Em 2000 foram implantados novos trens, que alcançavam 300 quilômetros por hora. No mesmo ano, já era possível viajar de Frankfurt para Amsterdã, na Holanda, em apenas duas horas.

Evolução Atualmente, 210 mil passageiros viajam diariamente a bordo dos vagões do trem-bala. Em 20 anos foram construídos 1.200 quilômetros de trilhos para o ICE. Turistas e alemães têm a opção de sair do país e chegar, em poucas horas, à França, Bélgica, Holanda, Dinamarca e Áustria. Em breve, Londres será incluída na lista de destinos.
Os trens de alta velocidade têm ainda um outro atrativo sedutor para turistas que incluem a Alemanha no roteiro de uma viagem pela Europa: o ICE não impõe limite de bagagens. Para os mais aventureiros, no entanto, um compartimento especial para bicicletas ainda faz falta.
Apesar da história de sucesso do trem-bala na Alemanha, há também um registro trágico ao longo desses 20 anos. Em 1998, um descarrilamento provocou a morte de 101 pessoas.

NP/dpa
Revisão: Alexandre Schossler

© Deutsche Welle

Esses trens sao legais, "voam" e sao silenciosos, e quase sempre pontuais.
Como eu só andei de segunda classe até hoje, posso dizer que poderiam ser mais confortáveis para a "chinelagem", reclinam pouco e alguns nao têm apoios para os pés. Os assentos sao duros.

Já fiz cinco viagens nesse trem, duas idas e voltas de Berlim e mais uma ida até Mannheim.
Os trens saíram pontualmente de Freiburg e chegaram aos destinos nos horários marcados, tranquilo.

As duas voltas de Berlim tive problemas. Os tres nao sao "diretos", digo, sem paradas. Eles param em várias cidades, mas isso nao quer dizer que temos, obrigatoriamente, trocar de trem, fazer transbordo. Nas duas vezes que usamos o trem para voltar da capital alema, estava prevista uma parada para troca de trem. Tivemos que trocar de trem três vezes nas duas viagens, porém, o atraso máximo na chegada a Freiburg foi de 15 minutos.

Sempre viajamos com passagens promocionais, compradas antecipadas, segunda classe, sem assento marcado, ou seja, nao há garantia que haja lugares para sentar. Ainda, é possível fazer reservas de assentos no momento da compra das passagens, mas claro, tem que pagar uns Euros a mais.
Para as viagens a Berlim, só foi possível comprar as passagens após fazermos as reservas de lugares para a volta, era obrigatório. Nas duas vezes perdemos o trem de conexao, uma vez em Karlsruhe e na outra em Mannheim, no final de semana passado, por problema de atraso da Deutsche Bahn (o ar condicionado do trem nao funcionava e o equipamento teve que ser reparado) e, claro, perdemos as nossas reservas de assentos para os trens seguintes. As duas vezes nao reclamamos, apesar de nao termos tido problemas para sentar, pois havia bancos vagos suficientes para todos os passageiros, mas irrita, e muito.
Quando o trem atrasa, durante a viagem os tripulantes avisam no microfone as novas conexoes para cada destino, para quais plataformas deveremos nos dirigir, a hora de partida de cada trem, pois o plano inicial previsto foi para o espaco devido ao atraso inicial.
Ainda, o transporte ferroviário na Alemanha é um monopólio. O preco é caro, muito, para as viagens de longa distância. Porém, durante a viagem notamos que há a atencao da empresa e dar todas as informacoes aos passageiros, sempre seguido de um pedido de desculpas.

Um "salve" para a mamae, que me mandou a reportagem.

Até mais!
Marcos.