sábado, 11 de junho de 2011

Bundesliga é o Mais Lucrativo

A Bundesliga foi o campeonato de futebol na Europa mais lucrativo na temporada 2009/2010. Com o lucro de 138 milhoes de euros a liga alema bateu o campenato inglês que alcancou 101 milhoes de euros, além dos campeonatos espanhol, francês e italiano, que ficaram no prejuízo.

O campeonato francês e o italiano apresentaram 102 milhoes de euros de prejuízo, cada. Os clubes espanhóis nao divulgaram os resultados líquidos, mas de acordo com a consultoria Delloite à AFP é provável que tenham ficado negativos.

Os jogos da Bundesliga nao sao televisionados em TV aberta. É preciso adquirir o servico de um provedor de TV a cabo e comprar o pay-per-view para ter acesso aos jogos. Já os jogos da selecao e da copa da Alemanha, há transmissao em rede pública.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A Lista de Schindler

Mietek Pemper, o homem que redigiu a lista de Schindler que evitou a morte de mais 1000 judeus, morreu na terca-feira passada, em Augsburg, aos 91 anos.
Ele só revelou seu passado em 1993, quando o filme foi lancado.
O redator, de família judia, nasceu em Cracóvia, na Polônia. Em 1943 foi feito prisioneiro no campo de trabalho forcado em Plaszow. Foi lá que ele conheceu o empresário Oskar Schindler, a quem forneceu a lista com os nomes dos judeus concentrados no campo. Schindler empregou essas pessoas em suas fábricas, livrando-as da morte.

Tschüss.

terça-feira, 7 de junho de 2011

E. Coli e o Fio de Cabelo

Olá!

Como vocês já devem ter lido ou assistido nos noticiários, a Alemanha está enfrentando um surto da bactéria Escherichia Coli Enterohemorrágica (EHEC), vindo de vegetais crus, especialmente cultivados no norte do país, porém, nao consegue-se precisar de quais alimentos especificamente. O Ministério da Saúde alemao, muito criticado pela demora em encontrar o foco da bactéria, já disse que a mesma vinha do pepino e do tomate, depois da alface agora dizem que vem do broto de feijao. Até agora há casos de mais de 2700 pessoas infectadas com 22 mortes, sendo 21 na Alemanha.

Das 40 amostras vindas das hortas de um distrito da Baixa Saxônia, estado do norte alemao, 23 deram resultado negativo para a contaminacao do EHEC e as demais ainda estao sendo analisadas.

Com a queda do consumo de vegetais, a Comissao Europeia vai solicitar uma ajuda financeira aos produtores agrícolas prejudicados pela crise. Ainda, agricultores da Franca, Bélgica, Holanda e Portugal já pediram ajuda à Comissao, além dos espanhóis, que por conta de uma notícia infeliz, de que os "pepinos espanhóis" eram o foco da transmissao da E.Coli, divulgada pelo governo alemao e desmentidas por testes feitos em laboratórios, pedem uma indenizacao de mais de EUR 225 milhoes, devido aos prejuízos causados a seus produtores.

Daí entao, sábado passado, estava eu num estabelecimento que reúne várias bancas de comidas típicas de outros países, quando percebi que um cliente estava em frente à banca que vende comida chinesa reclamando que havia um cabelo em meio a comida. Sabem qual foi a explicacao da atendente? "Nao senhor, nao é um fio de cabelo, é um 'fiapo' do broto de feijao" (muito usado na culinária chinesa). Só faltou ela dizer "cultivado na Baixa Saxônia!!!!!!".

Moral da história: se encontrares um fio de cabelo em sua comida, nos dias atuais, aqui na Alemanha, nao reclame nem peca explicacoes. A verdade pode ser ainda pior.

Tschüss!
Marcos.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Trem-bala alemão ICE completa 20 anos como atração turística à parte

Leiam a matéria abaixo publica no site da Deutsche Welle Brasil.

Após o texto, meu comentário.

Todos os dias, 210 mil passageiros viajam a bordo do trem de alta velocidade na Alemanha. Para turistas, viajar a 300 km/h sem limite de bagagem virou um grande atrativo.
Entre os viajantes brasileiros, um passeio de trem entre cidades alemãs é quase sempre um ponto obrigatório do roteiro de viagem. Embora nem toda a fama internacional corresponda ao atual panorama – pontualidade, por exemplo –, os trens de alta velocidade alemães, chamados de ICE, também fazem parte dos atrativos turísticos da Alemanha.
Há vinte anos o primeiro trem-bala fazia um percurso sobre trilhos alemães. Era 2 de junho de 1991 quando, às 5h53, o ICE 593 partiu da estação de Hamburgo-Altona rumo a Munique – uma viagem que cruzou o território de norte a sul.
"Naquele dia foi servido espumante, os correios lançaram um selo especial por ocasião do evento e também havia um cartão telefônico comemorativo", lembra o maquinista Harry Pfaffe, que conduziu o trem inaugural. 

Um pouco de história

A Alemanha comemorou o início da circulação do trem-bala como um grande evento. O presidente de então, Richard von Weizsäcker, entregou ao maquinista a chave simbólica do ICE. "Eu não estava nervoso. Já trabalhava há 40 anos no setor", relembra Pfaffe, hoje com 81 anos.
A viagem inaugural correu sem problemas, com paradas em Hannover, Göttingen, Kassel, Fulda, Frankfurt, Mannheim, Stuttgart, Ulm e Augsburg – o trem chegou pontualmente em Munique, às 13h20.
No ano seguinte, os passageiros já podiam viajar de ICE para a Suíça. A oferta dentro da Alemanha foi aumentando aos poucos, e a velocidade também. Em 2000 foram implantados novos trens, que alcançavam 300 quilômetros por hora. No mesmo ano, já era possível viajar de Frankfurt para Amsterdã, na Holanda, em apenas duas horas.

Evolução Atualmente, 210 mil passageiros viajam diariamente a bordo dos vagões do trem-bala. Em 20 anos foram construídos 1.200 quilômetros de trilhos para o ICE. Turistas e alemães têm a opção de sair do país e chegar, em poucas horas, à França, Bélgica, Holanda, Dinamarca e Áustria. Em breve, Londres será incluída na lista de destinos.
Os trens de alta velocidade têm ainda um outro atrativo sedutor para turistas que incluem a Alemanha no roteiro de uma viagem pela Europa: o ICE não impõe limite de bagagens. Para os mais aventureiros, no entanto, um compartimento especial para bicicletas ainda faz falta.
Apesar da história de sucesso do trem-bala na Alemanha, há também um registro trágico ao longo desses 20 anos. Em 1998, um descarrilamento provocou a morte de 101 pessoas.

NP/dpa
Revisão: Alexandre Schossler

© Deutsche Welle

Esses trens sao legais, "voam" e sao silenciosos, e quase sempre pontuais.
Como eu só andei de segunda classe até hoje, posso dizer que poderiam ser mais confortáveis para a "chinelagem", reclinam pouco e alguns nao têm apoios para os pés. Os assentos sao duros.

Já fiz cinco viagens nesse trem, duas idas e voltas de Berlim e mais uma ida até Mannheim.
Os trens saíram pontualmente de Freiburg e chegaram aos destinos nos horários marcados, tranquilo.

As duas voltas de Berlim tive problemas. Os tres nao sao "diretos", digo, sem paradas. Eles param em várias cidades, mas isso nao quer dizer que temos, obrigatoriamente, trocar de trem, fazer transbordo. Nas duas vezes que usamos o trem para voltar da capital alema, estava prevista uma parada para troca de trem. Tivemos que trocar de trem três vezes nas duas viagens, porém, o atraso máximo na chegada a Freiburg foi de 15 minutos.

Sempre viajamos com passagens promocionais, compradas antecipadas, segunda classe, sem assento marcado, ou seja, nao há garantia que haja lugares para sentar. Ainda, é possível fazer reservas de assentos no momento da compra das passagens, mas claro, tem que pagar uns Euros a mais.
Para as viagens a Berlim, só foi possível comprar as passagens após fazermos as reservas de lugares para a volta, era obrigatório. Nas duas vezes perdemos o trem de conexao, uma vez em Karlsruhe e na outra em Mannheim, no final de semana passado, por problema de atraso da Deutsche Bahn (o ar condicionado do trem nao funcionava e o equipamento teve que ser reparado) e, claro, perdemos as nossas reservas de assentos para os trens seguintes. As duas vezes nao reclamamos, apesar de nao termos tido problemas para sentar, pois havia bancos vagos suficientes para todos os passageiros, mas irrita, e muito.
Quando o trem atrasa, durante a viagem os tripulantes avisam no microfone as novas conexoes para cada destino, para quais plataformas deveremos nos dirigir, a hora de partida de cada trem, pois o plano inicial previsto foi para o espaco devido ao atraso inicial.
Ainda, o transporte ferroviário na Alemanha é um monopólio. O preco é caro, muito, para as viagens de longa distância. Porém, durante a viagem notamos que há a atencao da empresa e dar todas as informacoes aos passageiros, sempre seguido de um pedido de desculpas.

Um "salve" para a mamae, que me mandou a reportagem.

Até mais!
Marcos.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Rumo a Jüterbog

Hallo!

Alguém conhece Jüterbog? Já ouviram falar?
Pois é, eu também nao, mas estou indo para lá amanha de manha.
Na verdade a viagem de trem termina lá, depois de passar por Berlim, mas seguiremos para um vilarejo perto que eu nao lembro o nome agora.
Iremos até lá para celebrar o aniversário de 75 anos do avô da Bettina, com direito a família inteira presente. Bom para praticar meu alemao e apurar ainda mais minha audicao, já que deverao haver "confrontos" de dialetos e sotaques, pois os familiares moram em diferentes partes da Alemanha. Tô lascado... :))

Cliquem aqui para ver onde passarei meu final de semana, ou pelo menos, lá perto.

Tschüss!
Marcos.

Edit: Descobri o nome do vilarejo: Werbig, está marcado no mapa também.

domingo, 15 de maio de 2011

Ídolo Mundial

Hallo!

Quinta-feira cheguei do trabalho, à noite, fiz um sanduíche e me sentei na frente da TV, ligada, com o notebook no meu colo. Estava dando o noticíario do final da noite. O apresentador estava noticiando alguma coisa que eu nao estava prestando atencao, pois estava fucando no computador quando, de repente, percebi que ele falou um nome conhecido ou algo parecido com um nome que eu conheco, mas nao consegui identificar ao certo.
Desviei meus olhos da tela do computador para a TV. O apresentador estava no canto direito da tela e, no canto esquerdo, uma foto de um capacete amarelo. Pensei "eu conheco esse capacete."

Quando vi a imagem daquela "baratinha" branca e vermelha com uma bolinha amarela no meio me dei conta: o apresentador estava falando sobre o Ayrton Senna.
Após imagens dele vencendo corridas, no pódio, levantando troféus e dando voltas nos circuitos pelo mundo todo segurando uma bandeira do Brasil, sempre após suas vitórias, seguiram-se depoimentos do Niki Lauda, ex piloto austríaco e atual comentarista da RTL, canal que detém os direitos de transmissao da F1 para a TV aberta, do Michael Schumacher e Alain Prost.

A reportagem foi longa, nao sei precisar quanto tempo, mas afirmo que foi a mais longa citando o nome do Brasil, inclusive maior do que a reportagem que cobriu a eleicao presidencial brasileira.
Motivo: semana que vem entrará em cartaz nos cinemas da Alemanha o filme sobre o Ayrton Senna, se eu nao me engano, já lancado no Brasil no final de 2010.

Me arrepiei e explico: foi a sexta vez que eu escutei o nome do Brasil num noticiário aqui.
Vamos aos outros cinco fatos que foram motivos de notícias para os jornais alemaes.

- Confronto no Morro do Macaco, RJ, entre polícia e traficantes (outubro de 2010)
- Eleicao presidencial (outubro de 2010)
- Tragédia causada pela chuva em Nova Friburgo, RJ (janeiro de 2011)
- Visita do presidente norte americano ao Brasil (marco de 2011)
- Chacina num colégio em Realengo, RJ (abril de 2011)

Entenderam o meu motivo por ficar impressionado?
O cara morreu em 1994 e foi merecedor de mais tempo em um noticiário alemao que a primeira mulher presidente do Brasil e do que as tragédias que assolam este país. No país do heptacampeao mundial, detentor de quase todos os recordes da F1, o Ayrton Senna é reconhecido o melhor piloto de todos os tempos. Sensacional!

Semana que vem irei assistí-lo.

Só um ídolo mundial para conseguir isso.

domingo, 8 de maio de 2011

Dia das Maes

Alles Liebe zum Muttertag!

A todas as maes, especialmente às maes da minha família e mais especialmente (existe?!?) para a minha super mae, um grande beijo pelo dia de hoje.














Ainda, dedico esse post também à minha prima Melissa e à minha amiga Camila, ambas mamaes.

Tschüss,
Marcos.

sábado, 7 de maio de 2011

Notícias Desencontradas?

Olá!

No mínimo, curioso.

Acabo de receber um link para uma notícia da Zero Hora (leiam o texto no final do post).
Nela, o texto traz a informacao que, de acordo com o Washington Post, jornal americano, um trem expresso que ia de Berlim a Interlaken, na Suica, foi evacuado, próxima a Freiburg, por causa de uma ameaca terrorista.

Estranho. Acompanhei o noticiário na TV, agora à noite, acessei os sites Spiegel Online, Deutsche Welle e Bild, e para a minha surpresa, nenhuma palavra dita ou escrita sobre o assunto.

Bom, depois que a Angela Merkel disse que estava muito feliz com a morte do Osama Bin Laden (pra que dizer isso, né?) nao duvido que queiram dinamitar algum lugar aqui na Alemanha, mas se isso acontecer, nao vai ser por aqui, espero eu. Se jogarem uma bomba aqui, "mato no peito" e "saio jogando". Nao dá nada!

Para mim, isso é mais paranóia do que outra coisa. Se é que esse trem foi mesmo evacuado por ameaca terrorista.


Texto publicado no dia 06 de Maio, às 14:27, no site da ZH.
Link para a matéria, aqui.

Ameaça de ataque terrorista evacua 250 pessoas de trem na Alemanha

CD-ROM encontrado no trem teria ligação com rede terrorista

Segundo o jornal norte-americano Washington Post, a polícia de Berlim, na Alemanha, afirma que 250 passageiros foram evacuados de um trem-bala devido à ameaça de um possível ataque terrorista.

O porta-voz da Polícia Federal de Stuttgart, Steffen Zaiser, disse que havia "suficiente evidência de ameça" para temer um ataque no trem que ia de Berlim a Interlaken, na Suíça.

Segundo Zaiser, polícia e cães farejadores fizeram buscas em todo o trem Inter City Express, perto da cidade Freiburg, no sudoeste do país, por volta do meio-dia. Entretanto, não foram encontrados explosivos ou qualquer outro material perigoso.

Zaiser não quis dar mais detalhes sobre os motivos da busca.O jornal ainda conta que a agência de notícias DAPD (citando uma fonte da polícia) declarou que as autoridades policiais encontraram um CD-ROM no trem, cujo material tem possível ligação com uma rede terrorista islâmica.


Tschüss!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Esmirilhando no Feldberg

Hallo!

Desde que eu cheguei aqui na Alemanha, em julho do ano passado, eu estava ansioso para a chegada do inverno e pela possibilidade de esquiar. A neve veio forte no final do outono e em quantidade bem superior ao esperado e ao que normalmente cai naquela época do ano. Como a prática do esporte é feita nas montanhas,  onde a incidência de neve é maior do que em Freiburg, já tínhamos uma condicao boa, mesmo que antes do previsto, para nos aventurarmos a tentar esquiar. Porém, eu sabia que o meu primo, Martim, estaria aqui no final do ano e que o mesmo iria querer esquiar também, entao resolvi esperá-lo para irmos e cairmos juntos.

Fomos ao Feldberg pela primeira vez em janeiro, já relatado aqui, apenas para ver como ficava a montanha no inverno e para pegarmos informacoes sobre o aluguél dos equipamentos. 

Voltamos em fevereiro, agora para esquiar. Escolhemos um sábado. Saímos cedo de Freiburg, de trem, até Feldberg Bärental, já na montanha. De lá, pegamos um ônibus até a estacao de esqui. Chegando lá, ainda cedo, a loja que aluga os equipamentos estava completamente cheia. Além disso, uma neblica muito densa e que nao permitia que a gente enxergasse, mais do que 50m na nossa frente. Ficamos receosos, pois havia muita gente esquiando e ficamos com medo de atropelar alguém, já que nao tínhamos nenhuma intimidade com o esporte. Decidimos voltar para a cidade e tentarmos no outro dia.

No domingo, cedo, estávamos lá novo. Agora com a loja menos cheia e com o céu azul e o sol brilhando. Pegamos o equipamento na loja, ambos escolhemos o snowboard por se assemelhar com o skate, o que nos facilitaria nas "manobras" usando o tronco, calcanhares e ponta dos pés, nos "fantasiamos" com as roupas especiais e fomos para o pé da montanha. Decidimos nao fazer o curso. Acho que o a que a gente queria mesmo era rolar pela neve. Queríamos tentar por nós mesmos, sem nos preocuparmos se faríamos feio ou nao. O negócio era se divertir e dar risada, claro, sempre com cuidado para nao atropelar as outras pessoas e para nao nos machucarmos.

No início, subimos um pouco a montanha, a pé, para treinarmos e pegarmos a manha dos movimentos, subíamos a pé um pouco e descíamos esquiando. Mesmo sendo uma parte curta a descida, uns 20 segundos, já dava para se divertir. O problema era ter que subir de novo. Descíamos rápido demais e demorávamos para subir de novo. Cansa muito.

Depois que estávamos "seguros", decidimos comprar um cartao que dava acesso às "cadeirinhas" que nos levariam até as outras estacoes ao longo da montanha para podermos descê-la.

Existe dois tipos de "cadeirinhas". Vou falar primeiro de uma que é um T de cabeca para baixo, com um cabo na ponta, onde botamos a barra vertical no meio das pernas e largamos o peso do nosso corpo sobre a barra horizontal, que deve ficar encaixada abaixo das nádegas e nos seguramos no próprio T. A teoria é muito simples.
Antes de nos aventurarmos, ficamos observando, como bons iniciantes.
Quando achamos que tínhamos aprendido, na base do "olhômetro", fomos tentar. A prática foi desastrosa.
Explico: no snowboard quanto se está no plano, o pé que usamos à frente sempre fica preso e nos impulsionamos com o pé de trás. Assim, podemos nos locomover, quase como no skate.
Para usarmos esse T de cabeca para baixo, tínhamos que apontar a frente da prancha para o mesmo sentido que o cabo nos puxaria, acontece que o pé da frente (que está preso à prancha) nao aponta para a mesma direcao. O mesmo está preso quase que perpendicular à prancha. Entao, temos que virar todo o tronco para a frente da prancha, em direcao do cabo, com o T encaixado, para podermos andar em linha reta e sermos puxados.

A máquina que faz o cabo puxar as pessoas nao para para (olha o que fizeram com o a língua portuguesa) que possamos pensar, nos arrumar, respirar fundo, rezar, etc... vem o T, tu te agarra nele, encaixa entre as pernas e vai.
O Martim foi na frente.... hehehehehe
E eu logo atrás dele.
Os pés (o meu esquerdo e o dele, esquerdo também) devidamente presos aos snowboards. Nosso pés direitos livres, apenas apoiados em cima das pranchas, com todos fazem.
O primeiro T veio, o Martim se agarrou, encaixou, e foi. Em seguida eu fui também. O Martim foi puxado alguns metros, se desequilibrou e foi para o chao. Eu, atrás dele, comecei a rir. Sabem aquela risada que tu nao consegue conter? Pois é...
Eu rindo e tentando me equilbrar, tentando virar o tronco o máximo que eu podia para nao perder o equilíbrio... a prancha dancando de um lado para o outro, terrível. Caí! Pior, continuei agarrado no T e o negócio foi me arrastando montanha acima. Passei pelo Martim, sentando na neve. Ele rolando de rir. Só larguei o cabo quando o cara que comanda a máquina a parou. Acho que quando a gente cai tem que largar o T. Nao sabia... continuei agarrado, numa tentativa desesperada e impossível de ficar em pé de novo.
Aquilo me deixou cansado. Ficamos sentados, um rindo da cara do outro e todos rindo de nós. Podem rir...

Decidimos continuar a fazer o que estávamos fazendo. Subíamos a pé até uma parte e descíamos... e assim seguimos por algum tempo, até que chegou a hora de pergarmos a outra "cadeirinha", que tem forma de uma cadeira mesmo. Essa nos levaria ao topo da montanha e de lá desceríamos esquiando, no peito e na raca, na cara de pau e na coragem. Descansamos um pouco lá em cima, tiramos umas fotos, fizemos um vídeo, vimos os alpes suícos, no horizonte e resolvemos encarar a descida.

O combinado era cada um ir no seu ritmo e nos encontrarmos onde tínhamos deixado nossas mochilas.

Fui primeiro. A pista é muito bem sinalizada e eu nao estava com medo de cair num precipício ou algo parecido, mas às vezes eu nao tinha visao boa para saber o que tinha na minha frente e isso nao me dava seguranca.
Depois de descer uma parte, caí e fiquei parado, esperando pelo Martim. Nada do Martim... cadê o Martim? Resolvi seguir e comecei a filmar a minha descida.

Desci. Cheguei no pé da montanha. Tranquilo. Muito legal. Legal mesmo! Ainda que eu tenha ido devagar e sem fazer manobras radicais, a descida é bem rápida, mas foi muito bom.

Sentei do lado das mochilas e esperei pelo Martim. E esperei. E esperei.
Meia hora depois que eu já estava lá, comecei a ficar preocupado. Me levantei e comecei a tentar achá-lo no meio daquela multidao. Impossível. De repente, eu vejo meu "fiote" vindo. Cara de apavorado!

"Martim, o que houve? Eu estava preocupado! Por que demoraste tanto?"
"Bah... doidêra, mano! Me perdi, desci pelo lado oposto da montanha e fui parar num vilarejo. Tive que voltar caminhando pelo estrada até aqui".

É possível?
Sim, é. Para o Martimzinho, tudo é possível.
Ele saiu da pista, desceu pelo outro lado da montanha e foi parar num cidadezinha, próxima à estacao de esqui..
Deu pena. Ele estava esgotado de ter vindo caminhando de volta para a estacao, na neve e carregando o snowboard.
Ficamos sentados, conversando e rindo, cada um contando como é que tinha sido a sua descida.

Estávamos cansados. Devolvemos os equipamentos, trocamos de roupa e fomos comer.
Depois, pegamos um ônibus de volta até Feldberg Bärental e de lá o trem que nos levaria de volta a Freiburg.

As fotos estao aqui.

Vídeos:
Martim Esquiando
Marcos Esquiando
Martim Brigando com o Snowboard

Valeu cada tombo!

Tschüss!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ostern

Olá!

Vou passar a minha Páscoa em Erfurt, capital da Turíngia. Viajo amanha de manha e volto no domingo à noite, apesar de ser feriado aqui na segunda-feira também.
Entre os lugares novos que eu pretendo conhecer, está o Castelo de Wartburg, em Eisenach, onde Martin Luther foi feito prisioneiro e comecou a traduzir a Bíblia. Dizem que o mesmo teve uma visao do diabo e arremessou um tinteiro contra ele. É possível ver as marcas da tinta na parede até hoje.

Falando em Páscoa, aqui nao tem ovos de chocolate, só chocolates em forma de coelhos.
É possível comprarmos ovos cozidos no supermercado, com as cascas pintadas, e só.

Boa Páscoa a todos.
Marcos.